sábado, 15 de agosto de 2009

Nós, morada santa de Deus



Somos feitos segundo a imagem e semelhança daquele que nos criou: Deus. E como a sua imagem nós devemos, de igual forma, agir segundo o que é correto. Sermos a imagem de Deus de dentro para fora.

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”.
Gênesis 1.26 a.

Somos o reflexo do soberano Senhor, aqui na terra, e para isso, e por isso, devemos ser santos, assim como o Pai o é.

“Mas, como é santo aquele que vos chamou, sendo vós também santos em toda a vossa maneira de viver; portanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”.

1 Pedro 1. 15-16

Passos para a santidade

Ser santo é ser separado para Deus e do mundo. As pessoas comprometidas com a santidade do Senhor negam às exigências da carne e vivem de acordo com a vontade de Deus. A pessoa santa está sempre alerta, vigiando e mantendo sua mente pura, pronta para sua caminhada com o Senhor. Isso não é nada fácil, por isso que o caminho da santidade é um caminho estreito de se andar, assim como o caminho que nos leva para a salvação, com Cristo. Então...
Separe-se do mundo e do mal, viva para Deus e por Ele, sendo santo como o Senhor nos mandou.
Não dê lugar aos desejos da carne.
Não viva exclusivamente para seus próprios sonhos e desejos; Faça e sonhe a vontade de Deus.
Em tudo seja honesto, puro e sincero; ame ao seu irmão.
Pois...

Somos santificados mediante a fé (At 26.18).
Tal santificação vem de Deus, tendo a nossa cooperação (Fp 12, 13; II Co 7.1).
Só há santificação se estivermos em profunda comunhão com Cristo (Jo 15.4).

Por fim, devemos ter as qualidades de Deus. De tal forma, santos. O Senhor nos manda sermos santos, assim como Ele o é: Só no livro de Levíticos aparece três versículos sobre este assunto; são eles:

“Porque eu sou o Senhor vosso Deus, portanto vós vos santifiquei, e sereis santos, porque eu sou santo...”
Levíticos 11.44

“(...) Santo sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”.
Levíticos 19.02b

“E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo e vos separei dos povos, para seres meus”.
Levíticos 20.26

A santidade é o alvo e o propósito da nossa eleição em Jesus, porque ele nos escolheu, separou-nos para sermos santos.

“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”.
Efésios 1.4

Sermos segundo o Senhor o é.

“Somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”.
Efésios 2.10


E também.

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados, e andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave”.
Efésios 5.1-2

Devemos ser semelhantes a Deus, ser-lhe dedicado e, também, para agradar-lhe. Só dessa maneira é que poderemos ver ao Senhor.

“Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”.

Hebreus 12.14

E tudo isso, acima citado pelos versículos bíblicos, vêem nos mostram que é o Espírito de Deus que realiza em nós a santificação; é Ele que nos purifica do pecado, limpando nossa alma e espírito. É Deus, também, que renova em nós a imagem de Cristo e que nos capacita pela comunicação da graça, a obedecer-lhe segundo sua palavra.

“Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne (...). Mas o fruto do Espírito: amor, gozo, bondade, paz, longaminidade, beniginidade, fé, mansidão, temperança. Conta estas coisas não há lei (...). Se vive em Espírito, andemos também em Espírito”.
Gálatas 5.16,22,23 e 25

A bíblia fala mais sobre este assunto:

“E vos vestirdes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”.
Colossenses 3.10


Paulo ainda afirma mais no versículo a seguir sobre a santidade:

“Não pela obras da justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito”.
Tito 3.5

Nós, como morada santa de Deus, devemos: ter uma paixão sincera por agradar ao Senhor, na devoção, no louvor, no amor, no servir e na santidade.

Devemos ter o desejo de: ter uma vida santa, sem mácula; aceitos por Deus. E para que isso se torne uma realidade em nós é preciso que venhamos nos afastar do mundo, assim chegaremos mais perto do Senhor.

Devemos nos apresentar a deus, tendo o nosso corpo morto para o pecado; sendo nosso corpo templo do Espírito Santo.

“Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tornarei, pois os membros de Cristo, e fá-lo-ei membros de uma meretriz? Não, por certo (...). Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós é proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?”
1 Coríntios 6. 15 e 19



O que é Santo?

Ser santo, como já fora dito antes, é ser separado do mundo e do pecado; é viver no mundo, mas não pertencer-lhe. É estar consagrado, separado a Deus. Estando assim, perto do Senhor e sendo-lhe semelhante, buscando do todo o coração sua presença, justiça e comunhão.

1º A santidade foi o propósito de Deus para seu povo, quando Ele mandou Jesus, para, assim, morrer por nós.
2º A santidade foi o propósito de Cristo para seu povo quando Ele veio a esta terra (Mt 1.21).
3º A santidade foi o propósito de Cristo para seu povo quando Ele se entregou por eles na cruz.
4º A santidade é o propósito de Deus, ao fazer de nós novas criaturas e nos conceder o Espírito Santo.
5º Sem santidade, ninguém terá intimidade com Deus, nem mesmo comunhão (Sl 15.1e2).
6º Sem santidade, ninguém poderá ser útil a Deus (II Tm 2.20-21).
7º Sem santidade, ninguém verá o Senhor (Mt 5.8).

Lavagem da Regeneração

Base em: Tito 3.5

Isto se refere ao novo nascimento do crente, visto simbolicamente no batismo.

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-os pela renovação do vosso entendimento, para que experimentais qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
Romanos 12.2

Entendemos com isso, que:

1º O mundo, e seu sistema, ao qual vivemos é mundano – maus aos nossos olhos. E Deus não está em tal sistema, nem o controla, mas sim quem o faz é o diado (Jo 12.31 e I Jo 5.19).

2º Devemos resistir a todo esse mal com o bem, pregando a palavra do Senhor
(I Co 1.17-24).

3º Contudo, desprezando o que é mau, e amando o que é justo (I Jo 2.15-17; Hb 1.9). Assim, devemos nos manter firmes, sem cedermos, contra o mal que rodeia a igreja. Tais como: à cobiça, à inveja, ao egoísmo, ao poder, ao oportunismo, à vingança, ao ódio, à impureza e tantos outros males que existam hoje, que sempre existiram.
4º Devemos, por fim, ter a mente de Cristo (I Co 2.16; Fp 2.5). Assim, estarmos constantemente na palavra do Senhor (Sl 119.11-148; Jo 8.31 -32 e 15.7). Colocando, desta maneira, nossos desejos e alvos, planos e sonhos, na verdade celeste, nas mãos do Senhor.

A santificação

“Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas”.
I Pedro 1.2

Santificação tem por significado: tornar-se santo, separado do mundo, consagrado, apartando-se, contudo, do pecado, a fim de alcançarmos a perfeita comunhão com o Pai, assim, servindo-o com satisfação.
Há uma surpreendente transformação no indivíduo ao qual é alcançado pela santificação. O mesmo torna-se uma nova criatura, graças ao Espírito Santo de Deus.
Se esse bebia, agora não bebe mais; se roubava não o mais rouba; se batia na esposa, já não mais o faz. Esse espírito de santificação que entra na pessoa, dando-lhe lugar, tem o poder de transformar o velho homem, num novo homem.
Isso ocorreu com Pedro, de pescador de peixes, para pescador de homens. Também, aconteceu com Saulo, que perseguia o povo de Deus, caindo cego ao ter uma visão divina, levantou-se, depois, Paulo – apóstolo separa pelo próprio Jesus.

“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e de todo o vosso espírito e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.
I Tessalonicenses 5.23

Assim orou Pulo, por fim, pela igreja dos crentes daquele lugar, a fim de receberem a santificação.
Que tal poderosa oração venha, também, ser a nossa nesse dia. Que o nosso Deus de paz venha nos santificar em tudo, assim, por onde passarmos seja iluminado pela luz que vem do senhor.

“(...) para que sejamos irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai...”.
I Tessalonicense 3.13

Devemos ser sinceros e totalmente dedicados ao Senhor, separados de tudo quanto o ofende, tal como:

Do pecado.
Do ódio.
Da desobediência.
Da falta de fé.
Da infidelidade para com o Senhor.

E muitas outras características que não foram citadas.

“Ora, amados, pois que temos promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus”.
II Coríntios 7.1

Entendemos, portanto, que devemos nos purificar – isso deve ocorrer continuamente. Assim, devemos resistir aos desejos da carne, mantendo o corpo, alma e espírito ligados a Deus.

"Da maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne, porque, se viverdes segundo a carne, morreremos, mas se pelo espírito modificardes as obras do corpo, viveremos”.
Romanos 8.12-13

Assim, compreendemos que deve haver uma guerra, interior contínua, contra tudo aquilo que tentar limitar a obra de Deus em nossas vidas. Contudo, o pecado sempre se esforça para, desta maneira, reconquistar o seu controle sobre nós.
Então além de lutarmos contra o diabo e seus aliados, devemos, também, lutarmos contra as paixões e desejos da carne – que já faz parte de nossa natureza pecaminosa (Gl 5.16-21; Tg 4.1; I Pe 2.11).


A luta que travamos diariamente, além de ser contra as hostes espirituais do mal e do próprio diabo, também é contra nós mesmos.

O fato de não colocarmos um ponto final nos atos pecaminosos pode causar a morte espiritual, tendo, com isso, a perda da herança no reino de Deus.
Uma vida de parceria com o mundo significa perder a presença e as promessas de Deus.

Esta luta interna por nós, contra nossa própria carne, não é nada fácil. Paulo descreve isso em uma de suas cartas à igreja de Gálatas, em:

“Digo, porém; Andai em Espírito e não cumpreis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis”.
Gálatas 5.16-17

Esse conflito interno resulta em:

Submissão às más inclinações da carne, o que significa voltar ao domínio do pecado
Submissão plena à vontade de Deus e de seu Espírito Santo, estando sob o senhorio do Senhor Deus e Jesus Cristo.

Sabendo entender o silêncio de Deus e sua correção

Deus não nos desampara. Ele jamais se esquece de nós; nunca se arrepende e não promete algo que não venha cumprir.
Assim respondeu Jó ao Senhor:

“Bem sei que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos podem ser impedidos”. Jó 42.2

Esta foi a última resposta de Jó a Deus – foi de absoluta humildade e submissão à sua revelação – confessou:

1º. Que Deus fez tudo bem;
2º. Que em tudo que Deus permite acontecer; Ele procede com sabedoria e propósito; e, portanto;
3º. Até o sofrimento dos justos tem sentido e propósito divino.

Muitas vezes, Deus se cala. Outras vezes notamos que as portas estão se fechando à nossa frente; pensamos, também por muitas vezes, estarmos orando em monólogo.
Chegamos até a dizer: Deus pode falar com você, mas comigo é indiferente. Sofro e a luta jamais finda. Oro e Deus não fala. O Senhor esqueceu de mim. Ele não me ama mais.

Há outros casos em que você diz: Eu sempre fui fiel a Deus, como, então, Ele permite que eu passasse por isso?

Assim como você, eu também já fiz perguntas assim. Somos limitados e, no momento em que passamos as lutas, não imaginamos que Deus está conosco da mesma maneira.
Jó muito sofreu e serviu, e continuará servindo, de exemplo para nossas vidas.
A bíblia relata que Jó:

“Havia um homem na terra de Uz, cujo o nome era Jó; e era este homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal”. Jó 1.1

1º. O temor de Deus e o desviar-se do mal, são o fundamento da vida irrepreensível e a retidão de Jó.

“O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução”. Provérbios 1.7

“Sincero” refere-se à integridade moral de Jó e a sua sincera dedicação a Deus; “reto” denota retidão nas palavras, nos pensamentos e atos.

2º. Esta declaração da retidão de Jó é reafirmada pelo próprio Deus no versículo 8 e em 2.3 onde, claramente, se vê que Deus, pela sai graça, pode redimir os seres humanos caídos, e torná-los genuinamente bons, retos e vitoriosos sobre o pecado.

Satanás foi perante o Senhor e pediu prova de amor de Jó para com Ele.

“Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face”. Jó 1.11

Nos versículos de 6 a 12 estão propostas as perguntas principais do livro. É possível o povo de Deus amá-lo por causa daquilo que Ele é, e não apenas por causa das suas dádivas? O justo pode manter sua fé em Deus e seu amor por Ele em meio a tragédias incompreensíveis e sofrimentos imerecíveis?

Deus permitiu a Satanás em tudo quanto Jó possuía, somente contra ele não estenda a sua mão.
Percebemos que ainda depois de todos os acontecimentos trágicos, Jó adorou a Deus.

“Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e raspou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor. Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma”.
Jó 1.20-22

Jó reagiu a fatalidade que lhe aconteceu, com intensa aflição, mas também, com humildade, submeteu-se a Deus e continuou a adorá-lo em meio à mais severa adversidade (ininterrupta). Posteriormente, Jó reagiu à calamidade, revelando dúvida, ira e sentimento de isolamento de Deus (v7-11). Mesmo nesse período de trevas e de fé vacilante, Jó não voltou contra Deus, todavia expressou francamente diante d’Ele suas queixas e sentimentos.
O livro de Jó demosntra como o crente fiel deve enfrentar os contratempos da vida. Embora possamos enfrentar sofrimentos severos e aflições inexplicáveis, devemos orar, pedindo graça para aceitar o que Deus permitir que soframos, pedindo-lhe também a revelação e compreensão do seu significado. Deus cuidará dos nossos confusos sentimentos e lamentos, se os levarmos a Ele – não com rebeldia, mas com a sincera confiança nEle como um Deus amoroso.
O livro revela que Deus aceitou bem as indagações de Jó (v.38-41) e que, no final, declarou que Jó falara “o que era reto”.(42.7)

Jó perdera tudo o que possuía, até filhos e sua saúde; mas em tudo isso não pecou seus lábios.
Ao lermos o livro de Jó, notamos que seus amigos: Elifaz, Bildade e Zofar, e até mesmo a sua esposa, não o apoiou. Era somente ele e Deus.

Passamos, muitas vezes em nossas vidas, momentos em que sentimos sozinhos e apenas Deus está nos olhando. Parece que tudo a nossa volta começa se uma hora para a outra desabar, e o mais estranho é que vem tudo de uma vez. No final de tudo nos sentimos sós, sem algum amigo... mas Deus está a nos observar lá dos céus. Ele nos ama.
Devemos, mesmo nas lutas, glorificar a Deus; louvar seu nome no meio da batalha, para que Ele seja glorificado em nós.
Agora eu pergunto: Que tipo de amor tendes por Deus? Jó, em tudo, não deixou de amar a Deus. Ele amava ao Senhor por sua grandeza, não pelas bênçãos materiais.
Devemos ter esse versículo em nosso coração:

“Nós o amamos a Ele porque Ele nos amou primeiro”.
1 João 4.19

João exemplificou como e porque deve ser o nosso amor pelo Senhor, que nos criou em tão grande amor.
E por Deus amar a Jó acrescentou o dobro das posses que antes tinha. Ele foi provado e aprovado.

“E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos, e o Senhor acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó possía”. Jó 42.10

A restauração das riquezas de Jó revela o propósito de Deus para todos os crentes fiéis.

1. Cumpriu-se o propósito divino restaurador, concernente ao sofrimento de Jó. Deus permitira que Jó sofresse, por motivos que ela não compreendia. Deus nunca permite que o crente sofra sem um propósito espiritual, embora talvez ele não compreenda por que. Nesses casos o crente deve confiar em Deus, sabendo que Ele, na sua perfeita justiça, fará sempre o melhor para nós e para seu reino.

2. Jó reconciliou-se com Deus, passando a ter uma vida abundantemente abençoada. Isto revela que por maiores que fossem as aflições ou dores que os fiéis tenham que passar, Deus, no momento certo, estenderá a mão para ajudar os que perseveram, concedendo-lhes cura e restauração total.

“Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso”. Tiago 5..11

3. Todos que permanecem fiéis a Deus, nas provações e aflições desta vida, chegarão por fim àquele estado de delícia e bem-aventurança na presença de Deus, por toda a eternidade.

Outro ponto que continuamente meditamos é o fato de pensarmos que Deus não fala conosco. Isso é bem comum e por várias vezes temos esse sentimento dentro de nós. Nestes momentos esquecemos de observar se, realmente, Deus é culpado – sabemos que Ele nunca o é. Então, pergunto: Deus não fala, ou será que somos nós que não o escutamos? Estamos seguindo corretamente seus ensinamentos? Somos-lhe fiéis? Somos-lhe obedientes e pacientes?
Deus, também, cala-se quando está trabalhando em nossas vidas. Devemos, então, saber qual dos motivos que se encaixam com o que estamos passando.

Não devemos sair de debaixo da potente mão de Deus, para que o mesmo não se cale. Fique na posição a qual foi chamado.

Outro motivo para o silêncio divino:

Maturidade Espiritual
Deus quer que venhamos a ter um crescimento espiritual.
Pergunto: Como crescer sem experiências?

Sempre após grandes lutas vem vitória ainda maior.

Como podemos afirmar isso se nunca sofremos perdas, decepções, lutas, vales, desertos, etc? Deus assim permite que passemos por muitas coisas para que venhamos, desta maneira, termos o que anunciar aos cativos e oprimidos.
Aquele que prega o que não vive é mentiroso e Deus jamais usará a tal.
Devemos mudar o nosso modo de orar e, invés de pedir para Deus aliviar nossas lutas, pedir a Ele para nos fortalecer para vencermos as mesmas. Invés de perguntarmos por quê das lutas, devemos perguntar para que. Assim, também, devemos pedir ao Senhor mais unção e dicernimento do Espírito para assim entendermos o trabalhar de Deus em nossas vidas.

Entender o silêncio de Deus é, também, entender o seu trabalhar.

Que venhamos colocar tudo nas mãos de Deus e nele descansar, até que o Senhor realize a sua boa obra em nossas vidas.

“Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor”. Salmos 40.1

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, ele tudo fará”. Salmos 37.5

Deus repreende o que ama

Nunca Deus passa a mão em nossa cabeça quando errados estamos. Ele nos corrige porque, por nós, tem muito amor.

“Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem”.
Provérbios 3.12

Às vezes, Deus permite que passemos por provações e dificuldades para nos confirmar mais perfeitamente à sua santidade e à sua vontade para a nossa vida (Jó 5.17)

“ E já vos esquecestes da exortação que argumenta conosco como filho: Filho meu, não desprezeis a correção do Senhor e não desmaieis quando, por ele, fores repreendidos, porque o Senhor (repreende) corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho”. Hebreus 12.5,6

Vejamos vários fatos a respeito da disciplina que Deus aplica aos crentes, e as dificuldades e aflições que Ele permite que soframos.

1- São um sinal que somos filhos de Deus. (Hb 12.7,8)

2- São uma garantia de amor e cuidado de Deus por nós (Hb 12.6)

3- A disciplina do Senhor tem dois propósitos:

a) que não sejamos, por fim, condenados com o mundo (I Co 11.31,32)
b) que compartilhemos da santidade de Deus e continuemos a viver uma vida santificada, sem a qual nunca veremos o Senhor. (Hb 12.10,11,14)

4- Há dois possíveis resultados da disciplina do Senhor:

a) podemos suportar as adversidades , às quais Deus nos leva, submeter-nos à sua vontade e continuarmos a Ele fiéis (Hb12.5,6). Fazendo assim, continuaremos a viver como filhos espirituais de Deus (Hb 12.7-9), a compartilhar da sua santidade (Hb 12.10); e produziremos então o fruto da justiça. (Hb 12.11)
b) podemos desprezar a disciplina de nosso Pai (Hb.12.5), rebelar-nos contra Ele por causa do sofrimento e da adversidade, e daí cairmos em apostasia. (Hb.13-15; 12.25).

5- Andando na vontade de Deus, podemos sofrer adversidades:

a) como resultado da nossa guerra espiritual contra Satanás. (Ef 6.11-18)
b) como teste para fortalecer a nossa fé (1 Pe 1.6,7) e as nossas obras (Mt.7.24-47; I Co 3.13-15).
c) como parte da nossa preparação para consolarmos o próximo (II Co.1.3-5) para manifestar a vida de Cristo (II Co 4.8-10,12,16).

6- Em todos os tipos de adversidades, devemos buscar a Deus, examinar nossa vida (II Cr 26.5; Sl 3.4; 9.52; 34.17) e abandonar tudo quanto é contrário a sua santidade (Hb 10.14; Sl 66.18).

A maneira que Deus trabalha em nós pode ser dolorosa; podemos nos sentir confuso, mas sabemos que é para nosso crescimento espiritual.
O silêncio de Deus pode nos deixar perdidos, mas também sabemos que, mesmo sem notarmos e sem percebermos que Deus está presente, o Senhor está à nossa frente endireitando os caminhos tortos.
Que venhamos aprender com o silêncio de Deus e, além disso, entender que Ele no ama – por isso nos corrige.
Aprendamos a escutar a voz de Deus; entendamos que devemos nos colocar de baixo de sua potente mão.

Aceitar a correção de Deus é aceitar e demonstrar confiança e amor para com Ele. Porque aquele que ama confia.

Sobre todas as coisas, acima de adversidades da vida, amar a Deus é o que devemos fazer. Dar-nos a Ele de todo o nosso coração e, assim, amá-lo. É querer a vontade do Senhor e negar-nos a nós mesmos. Só assim seremos verdadeiros adoradores. Só assim encontraremos a verdadeira felicidade, porque a alegria do Senhor é a nossa força.
Devemos aprender a confiar e esperar em Deus, assim como Jó fez, pois somente assim crescemos espiritualmente.
A palavra do Senhor diz que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”. Que possamos esperar por esse amanhecer; que possamos vencer as lutas e adversidades.
Entender o silêncio de Deus é confiar e demonstrar amor.
Entender seu trabalhar, mesmo em lutas intermináveis, é também confiar e, assim, demonstrar amor.
A palavra de Deus descreve o amor verdadeiro:

“Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” 1 Coríntios 13.7

É esse amor descrito, por Paulo, que o Senhor sente por nós. De igual modo nós devemos nos esforçar para crescer nesse tipo de amor.

Como vaso nas mãos do Oleiro


Base Bíblica: Jeremias 18.1-6


Muitas vezes precisamos ouvir com os nossos olhos (observando algo), não com os nossos ouvidos, para assim entendermos o trabalhar de Deus para conosco. Assim não foi diferente com Jeremias, da mesma forma, não será diferente conosco também.

Deus pediu a Jeremias que descesse à casa do oleiro, onde falaria com ele. Jeremias o fez – obedeceu a voz do Senhor.
Para ouvirmos a voz do Senhor devemos antes de tudo:

*obedecer;
*correr atrás;
*dispor-nos;
*pagarmos o preço;
*entregarmo-nos a Deus.

Jeremias ouviu a voz de Deus e desceu à casa do oleiro; ele se dispos e ali Deus com ele falou.
Notou, Jeremias, que o oleiro podia moldar o barro, como bem desejasse. De repente, a massa se desfez e, então, o oleiro amassou-o novamente e retornou a fazer o vaso de novo.

Nota-se que o oleiro não jogou a massa fora. Assim é Deus para conosco; Ele nunca nos desampara.

O sonho de Deus é que tenhamos a imagem de Seu filho Jesus. Por esse motivo que somos amassados por Ele, até termos a aparência desejada pelo Senhor.

Lemos em I Coríntios 1.28

“E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são”.

Não há nada mais simples que o barro. Há o barro em todo lugar. Ninguém se preocupa com o barro. Ninguém briga por barro. Barro é somente barro. Sinônimo de barro: sem valor.
Deus fez isso em nossas vidas; escolhe o que não tem valor e o torna precioso.
O Senhor escolheu o barro (que é simples), não as pepitas de ouro, ou pedras preciosas.

Deus é o oleiro, nós o barro. Ele trabalha em nossas vidas da maneira que desejar.

“levanta-te e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras”.
Jeremias 18.2

Deus ordenou que Jeremias fosse à casa do oleiro; aí observou que o oleiro fazia um vaso de barro. Este partiu-se em suas mãos, o qual refez, porém, diferente do vaso anterior. Esta parábola contém várias lições importantes sobre a obra de Deus em nossa vida.

1. nossa submissão a Deus como aquele que molda tanto o nosso caráter quanto o nosso serviço para Ele, determina, em grande parte, o que Ele pode fazer através de nós.
2. falta de profunda dedicação a Deus, da nossa parte, pode estornar Seu propósito original para nossa vida.
3. Deus, se quiser, pode mudar seus planos para a nossa vida: “fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer”.(v.4)

Apenas quando o oleiro põe sobre o barro as suas mãos, trabalhando neste – transformando-o num belo vaso -, os outros valorizam.


“Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estilo. Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri; dizia eu: confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado”.
Salmos 32. 4 e 5


Assim como o oleiro pesa a sua mão sobre o vaso, também Deus é em nossas vidas. Foi assim com Davi, que teve o peso da mão de Deus sobre ele – por causa de seus pecados. Ele, então, entrou no trono da Graça; derramou sua alma em oração e súplica. Em suma, ele desceu à casa do oleiro.

O oleiro amassa o vaso para tirar os bolsões de ar e as pedrinhas que nele há. Uma coisa é certa: quando aceitamos que o Senhor venha trabalhar em nossas vidas e dizemos ao nosso Deus que Ele venha trabalhar da forma que Ele assim bem quer, então, Ele vem e nos molda conforme está em Seu coração. O bondoso Deus, então, vem e põe Sua mão sobre nós – amassando-nos, começando a agir, a trabalhar em nós.

Em Romanos 9.20 e 21 diz:

“Mas, oh homem, quem és tu que a Deus replicas: Porventura a coisa formada dirá ao que formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma maneira fazer um vaso para honra e outro para desonra”.

Deus, o todo poderoso que nos criou, tem todo o poder e autoridade de vir sobre nós e por a sua mão sobre nossas vidas.
Nosso dever, como verdadeiros cristãos, é orar, buscar e esperar até que a boa obra de Deus se cumpra em nós – até estarmos prontos!
O Senhor não necessita dar-nos satisfações. Deus trata com quem ele ama.



1. Não devemos interpretar essas palavras, julgando que Deus não se serve de princípios morais inerentes ao sei próprio caráter santo, ao lidar com indivíduos e nações. Deus se rege na sua natureza, não pela vontade humana, mas pelo seu amor (Jo. 3.16), misericórdia (Sl. 25.6), integridade moral e compaixão (Sl. 116.5).
2. Aqueles que interpretam os versículos 6-29, no sentido de Deus arbitrariamente escolher certas pessoas para a salvação e outras para a destruição, entendem erroneamente este trecho.

“Vós tudo perverteis, como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artifício: Não me fez; e o vaso formado dissesse do seu oleiro: Nada sabe”. Isaías 29.16

Que venhamos entender estas palavras e não inverter as coisas e nem estas esquecer, pois sabemos que o Senhor nos criaste.
Deus tem um trabalhar todo especial com cada um de nós.
Tudo que passamos contribui para nosso crescimento espiritual.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
João 3.16

Que maior prova de amor do criador para com sua criatura?
Seríamos capazes de dar nosso único filho para morrer por alguém?
Notamos neste trecho da palavra de Deus o quanto somos imperfeitos. Necessitamos do nosso Senhor em todo tempo. Devemos deixar que Ele trate conosco, amasse-nos e molde-nos.

Deus tem um plano conosco, por esse motivo devemos obedecê-lo.

Quem tem o direito sobre o barro é o oleiro. Assim é Deus para com seus filhos.


Nosso dever não é o de dizermos ao Senhor que faça conosco como queremos, mas sim como Ele quer.

Depois de sermos amassados pela mão do oleiro vem a roda... Enquanto a roda gira (passando-se os dias, meses, anos; não podemos voltar para trás), Deus vai trabalhando. Logo após vem o martelo, que é a bíblia – a palavra de Deus. Devemos ler as escrituras para que possamos crescer espiritualmente. À medida que lemos a bíblia e esta não nos mais condena, percebemos que estamos com Deus. Devemos deixar que o martelo do oleiro venha trabalhar. Aqui o martelo significa disciplina. (II Tm 3.16, Hb 12.6-11). Deus nos tem como filho e como tais, às vezes, merecemos uns puxões de orelha. Como pai bondoso que é, Ele nos corrige; e como filhos obedientes, devemos aceitar tal correção.

A disciplina de Deus

1º. Sinal de que somos filhos de Deus.
2º. Garantia de amor e cuidado de Deus por nós.

A disciplina de Deus tem dois propósitos:
Que não sejamos, por fim, condenados com o mundo
Que compartilhemos da santidade de Deus e continuemos a viver uma vida santificada, sem a qual nunca veremos ao Senhor.

Possíveis resultados da disciplina do Senhor:
Onde podemos suportar as adversidades, às quais Deus nos leva, submetermos à sua vontade e continuarmos fiéis a Ele. Fazendo assim, continuaremos a viver como filhos espirituais de Deus, a compartilhar sua santidade; produzirmos então o fruto de justiça.

Podemos desprezar a disciplina de nosso Pai celeste, rebelar-nos contra Ele por causa do sofrimento e da adversidade, e daí cairemos em apostasia.

Andando na vontade de Deus podemos sofrer adversidades. São elas:
Como resultado da nossa guerra espiritual contra satanás.
Como teste para fortalecimento de nossa fé e das nossas obras.
Como parte da nossa preparação para consolarmos o nosso próximo e para manifestar a vida de Cristo.

Em toda e qualquer tipo de adversidade, devemos buscar a Deus, examinar a nossa vida e, abandonar tudo quanto é contrário a Sua santidade.

Leituras Bíblicas:

Hebreus 12.7,8,10,11,14
I Coríntios 3.13-15; 11.31,32
II Coríntios 1.3-5; 4.8-10,12,16
Tiago 3.17,18
Efésio 6.11-18
1 Pedro 1.6,7
Salmos 3.4; 34.17; 66.18

Um fato interessante é que: Se o vaso quando pronto, não tiver sido bem trabalhado antes, ou seja, ainda houver ar, este quebra ao ser colocado no forno. Por isso o barro deve ser bem amassado, para que não haja bolsões de ar.
Algumas das vezes o ar pode vir a ser:

religiosidade;
cobiça;
vaidade;
pecado;
preconceito; e
outros mais.


Quando saímos da presença do Altíssimo, o barro – que somos nós – estraga-se. É nesse momento que entra Deus em providência. Pega-nos novamente – assim como o oleiro ao barro, amassa-nos, põe-nos na roda e depois usa o martelo.

Deus é educado. Para que Ele venha trabalhar em nossas vidas deve nos dar espaço. Devemos, também, confessar que sem Ele não somos nada e que somos miseráveis.

Paulo tinha essa mentalidade. Em Romanos 7.24 encontramos:

“Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”.


A pessoa não convertida, em sua luta desigual com o pecado, termina dominada, cativa (v.23). O pecado vence e a pessoa vende-se ao pecado como escravo (v.14). Miserável condição esta, quem poderá me livrar? A resposta é, “por Jesus Cristo, nosso (salvador) Senhor” (v.25). É Elel o único que pode nos libertar “da lei do pecado e da morte” (8.2).
Somente Deus pode nos livrar e por isso nos deu seu filho Jesus. Somos feitos à vontade de Deus. Somos feitura Dele.
Nosso dever é nos amarmos e nos aceitarmos da maneira que o Senhor nos fez. O diabo trabalha muito nessa área, para, assim, entristecermos com Deus.

“Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso foi feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem”.

Salmo 139.14

Quando deixamos, mais e mais, Ele trabalhar, em nossas vidas, mais ficaremos sensíveis a sua doce voz.

Devemos ser a imagem de Deus. E, desta maneira, as pessoas ao nosso redor têm que ver o Senhor em nosso olhar, em nossos atos, nosso andar, agir, falar, e, em tudo que venhamos a fazer.


Paulo diz em I Coríntios 15.49:

“E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim também traremos a imagem do celestial”.

Para Deus agir em nossas vidas devemos ter no coração quebrantado.

Quando saímos da presença de Deus, ficamos sem ouvir Sua voz; logo nosso coração endurece em relação a Deus. Isso também acontece com o barro, que, quando parado por um longo tempo, endurece. Nessa ocasião o oleiro vem e o umedece, para que possa ser trabalhado. Por esse motivo que devemos abrir nosso coração para que Deus venha trabalhar.
Então, por mais uma vez, vem:

mão do oleiro;
roda;
martelo; e
fogo.

Em I Coríntios 3.13 diz:

“A obra de cada um se manifestará, na verdade o dia declarará, porque pelo fogo sairá descoberta, e o fogo provará qual seja a obra de cada um”.

Em I Pedro 1.7 encontramos:

“Para que a prova de vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo”.


Devemos regozijar-nos nas nossas muitas provações (v.6), porque permanecendo fiéis a Cristo em meio a elas, isso purificará a nossa fé e resultará em louvor, glória e honra na vinda do Senhor Jesus. O Senhor considera nossa perseverança nas provações e nossa fé n’Ele preciosas de valor inestimável por toda a eternidade.

Que venhamos aprender a andar na vontade de Deus e nos abstendo de pecar. E que tudo que realizarmos venha, primeiramente, a vontade de Deus em nossas vidas.

Em I Pedro 4.2 ainda encontramos:

“Para que no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus”.

Tipos de Vasos

ð Romanos 9.22,23

Vaso de Ira:

A expressão “vaso de ira” se refere àqueles que, pela prática do pecado, estão preparando-se para destruição eterna. O indivíduo torna-se um “vaso de ira” através de seus próprios atos pecaminosos e da sua rebelião contra Deus.

“Mas segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus”. Romanos 2.5

Vaso de Misericórdia

Refere-se àqueles que crêem em Jesus Cristo e o seguem. Somos nós, que confessamos nosso amor e compromisso para com o Senhor, vivendo debaixo da sua potente mão; olhando para Cristo e não segundo o mundo – que se desvia e cai.

Somos barro; torna-nos vasos. Somos fracos, molda-nos Senhor.

Concluindo...

O amor de Deus por nós é sem medida, pois deu seu filho unigênito por nós. É Ele que pega uma simples criatura, pecaminosa, cheia de pecados, suja, e a torna num servo do Senhor. Assim como o oleiro ao barro.
Aprendemos que esse processo não é tão fácil e rápido; leva tempo e é muito doloroso. Deus precisa, antes, amassar-nos e moldar-nos, para que assim venhamos ser como seu filho Jesus Cristo.
O nosso “eu” tem que ser quebrado. Nossa vida moldada. Nossa mente mudada. Nosso modo de ser, agir, pensar, falar, tudo, tem que ser transformado.
As lutas vêm como purificação e, assim, após as mesmas, levanta-se um servo mais forte; moldado por Deus e mais parecido com Jesus.
Que venhamos entender esse trabalhar, e não murmurar. Pedir força, não que Ele nos tire das provas.
Assim como povo judeu sofreu no Egito, depois no deserto, para só depois chegar a Canaã. Da mesma maneira somos nós. Quando chegar a benção, nem lembraremos das provas. Dessa forma é a mulher quando está dando a luz; aquela dor insuportável logo é esquecida quando a mesma pega em seus braços, seu filho.

Deus não nos dá provas maiores do que possamos suportar.
Deus não chama aquele que não vai agüentar a prova.
Deus não se esquece de nós.
Mas, sim:

Ama-nos, por isso nos prova.
Capacita os chamados.
Está a todo instante nos observando.
Dá-nos a benção no memento certo.