quarta-feira, 24 de julho de 2013

A mensagem do livro de Levíticos



Conforme diz o nome, Levítico (o terceiro livro de Moisés) ressalta a função dos sacerdotes de Israel, membros da tribo de Levi, aos quais, Deus escolheu para prestar serviços em seu santuário. Quanto à ênfase na pessoa de Deus, percebemos sua santidade e provisão para uma vida santa; já no plano para estabelecer seu reino, percebemos a organização espiritual do reino de Deus.
Conforme já fora citado anteriormente: Neste livro, Moisés desenvolve a legislação que começou a ser dado em Êxodo; tais ordens foram dadas aos pés do Sinai; seu grande tema é a Santidade. Assim, encontra-se a expansão da lei da aliança com o propósito de santidade entre o povo de Deus, já que Ele viveria em seu meio (tabernáculo). Encontramos, assim, normas para o sacrifício. Neste, Deus requer santidade de seu povo em sua vida cotidiana. Por fim, o tema é repleto de falas divinas; apenas nos capítulos 8.1 – 10-20 e 24.10-23 que relatam acontecimentos.
Assim, afirmamos que sua mensagem estava dirigida originariamente a todos os crentes (Levítico 1.2), e suas verdades continuam sendo de principal significado para o povo de Deus, visto que o Levítico constitui a primeira revelação pormenorizada do tema vivo do Grande Livro em geral, isto é, a revelação da forma mediante a qual Deus restaura o homem perdido.
Tanto a atividade redentora de Deus como a conduta do homem que se apropria de tal redenção se acham resumidas no versículo-chave (20.26), que diz:

“Ser-me-eis santos, porque Eu, o Senhor, Sou Santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus”.

A fim de realizar a salvação e restaurar o homem ao seio de seu Criador, é preciso prover um meio de acesso a Deus. A primeira metade de Levítico (capítulos 1 a 16), de tal forma, apresenta-nos uma série de medidas de caráter religioso – que representam a forma mediante a qual Deus redime os perdidos, separando-os de seus pecados e suas consequências. Os diversos sacrifícios (capítulos 1 a 7) eram figuras, por assim dizer, da morte de Cristo no Calvário, onde aquele que não tinha pecados sofria a ira de Deus em nosso lugar, para que pudéssemos ser salvos de nossa culpa (II Coríntios 5.21; Marcos 10.45).

Os sacerdotes levíticos (capítulos 8 a 10), prefiguravam o serviço fiel de Cristo ao efetuar a reconciliação pelos pecados do povo (Hebreus 2.17). As leis da limpeza e purificação (capítulos 11-15) deviam constituir-se em lembranças perpétuas do arrependimento e da separação da impureza, que deve caracterizar os redimidos (Lucas 13:5), enquanto o dia culminante do culto de expiação (capítulo 16) proclamava o perdão de Deus para os que se humilhassem mediante uma entrega fiel a Cristo, o qual proporcionaria acesso ao próprio céu (Hebreus 9.24).
Mas a salvação não é apenas separação do mal: abrange uma união positiva ao que é bom e justo. De modo que a segunda metade do Levítico (capítulos 17-27) apresenta uma série de padrões práticos do que o homem deve aceitar a fim de viver uma vida santa. Esta conduta prática inclui expressões de devoção em assuntos cerimoniais (capítulo 17), na adoração (capítulos 23 a 25), mas giram em torno de assuntos de conduta diária do amor sincero a Deus.
 Levítico existe principalmente como legislação expressa por Deus (1.1-2):

“Chamou o Senhor a Moisés e... disse: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes...”.



Em suma, percebemos que as duas narrativas históricas (capítulos 8 a 10 e 24.10-22) servem-nos de pano de fundo para assuntos de caráter legislativo e a lei cerimonial – relacionada à adoração de Israel (Levítico 1.1-13). 

A estrutura do livro de Números



O livro de Números deriva seu nome (em nossas Bíblias em português, como nas versões latina e grego) dos dois censos nele narrados. Quanto à ênfase na pessoa de Deus, percebemos sua benevolência e severidade ao disciplinar seu povo; já no plano para estabelecer seu reino, percebemos a organização política do reino de Deus.
No aspecto histórico, o livro de Números começa onde termina o Êxodo, dando lugar necessariamente às seções de narrativas dispersas de Levítico. Abrange um período de aproximadamente 40 anos na história da caminhada de Israel para a Palestina. Conquanto, anos estes que descrevam, em geral, a peregrinação – é evidente que o povo residiu ao sul de Canaã, principalmente na zona conhecida como o Neguebe, não muito distante de Cades-Barnéia, durante 38 anos. No decorrer desse período, o tabernáculo foi o ponto central tanto da vida civil como da religiosa, visto como era aqui onde Moisés exercia suas funções administrativas.
 Presume-se que o povo seguia os costumes dos povos nômades, vivendo em tendas e apascentando os rebanhos nas estepes semiáridas. Nestas circunstâncias, o povo necessitava da provisão especial divina de alimentos e água.
 No livro de Números, Deus é apresentado como um soberano que exige absoluta obediência à sua santa vontade, mas que, também, demonstra misericórdia ao penitente e obediente. Assim, como o pai educa e castiga a seus filhos, Deus dirige a Israel, seu povo amado.
Em suma, como já citado: Tal livro é dividido em duas partes:

1º parte: capítulo 1 a 25 – (pecado e julgamento). Fala sobre a geração ingrata e que murmurava (prova e reprova do povo de Deus), mostrando, então, a dureza do povo de Israel, que já havia andado 38 anos no deserto. Nesta parte teve o primeiro censo; morte da primeira geração dos israelitas.


2º parte: capítulo 26 a 36 – (novo grupo e nova geração). Ocorre o segundo censo; momento de esperança – um tom de otimismo -, onde estão acampados nas campinas de Moabe. Este livro termina com esta marca de esperança, porém esta nova geração ainda não fora provada.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Como podemos ver Jesus e seu ministério no Tabernáculo de Israel?



O Tabernáculo (Êxodo 25-40) é tido como a cópia do Tabernáculo celestial. Encontra-se no centro do acampamento Israelita. E, podemos fazer uma comparação deste com o senhorio de Senhor Jesus, sendo o Salvador que lançou fora os pecados de todo mundo de uma vez por todas, e ao mesmo tempo, a própria oferta de sacrifício para toda a humanidade.

Embora, o povo de Israel pecasse diariamente – impondo suas mãos na cabeça do animal puro de sacrifício no pátio do Tabernáculo de acordo com o sistema de sacrifício – eles podiam passar seus pecados sobre a oferta. Isto é, como qualquer um que cria no ministério dos sacerdotes, e na oferta de sacrifício dada de acordo com o sistema de sacrifício, podia receber a remissão de pecado, sendo lavado de seus pecados e se tornando alvo como a neve. Igualmente, crendo no batismo e sacrifício de Jesus, que é a essência verdadeira do Tabernáculo, sendo, de tal forma, revestidos da bênção de remissão de todos os nossos pecados e de viver com o Senhor para sempre.
Não só os Israelitas, mas todos ao qual o aceitam, também, podem ser libertos de todos os seus pecados. O Tabernáculo nos ensina o que o presente da remissão de pecado que Deus deu a todo mundo representa. Como tal, o Tabernáculo propriamente era a grande essência de Jesus Cristo.
Jesus se tornou o Salvador de pecadores. Todo pecador seja ele/ela, pode ficar sem pecado se crer no batismo de Jesus, seu sangue na Cruz, e a verdade de que Ele é o próprio Deus. Podemos ser livres do julgamento do Deus por nossa fé nos fios azul, púrpura, e escarlate - em outras palavras, crendo no batismo de Jesus, Seu sangue, e Sua divindade. Jesus é a entrada para o Reino do Céu.
Já o Bronze significa o julgamento do pecado; a prata é o símbolo do resgate; o ouro aponta para a glória de Cristo; os querubins são os guardiões do trono de Deus. E temos também a primeira porta – chamada de caminho –, a segunda de verdade (lugar santo), e a terceira – chamada de vida (santíssimo lugar). Jesus confirmar ser o Tabernáculo quando cita em João 14.6, que diz:

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim, também conhecereis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes vistos”.

Em Atos 4.12 diz:

“E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”.

Nenhum outro senão Jesus pode salvar as pessoas de seus pecados. Não existe nenhum Salvador, mas somente Jesus. João 10:9 diz:

“Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem”.

Assim, também, I Timóteo 2.5 diz:

“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”.

E Mateus 3.15 diz:

“Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu”.

Todos estes versos testemunham esta verdade.
Jesus veio a esta terra em semelhança de homem, e recebendo Seu batismo (fio azul) e derramando Seu sangue (fio escarlate), Ele salvou os pecadores.
Como tal, Jesus se tornou a porta de salvação para todos os pecadores. Da mesma maneira que a entrada do pátio do Tabernáculo foi tecida de fio azul, púrpura e escarlate; Jesus, vindo a esta Terra, em primeiro lugar tomou os pecados do mundo sobre Ele mesmo, com Seu batismo recebido por João Batista. Ele, então, se tornou a oferta de sacrifício, o Cordeiro de Deus (João 1.29).
O Apóstolo Paulo disse em Efésios 4.4-6:

“Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos”.


Esta Palavra se refere à salvação do pecado, feita pelos fios: azul, púrpura, e escarlate e o tecido de linho finíssimo.