quarta-feira, 25 de junho de 2014

Qual a importância histórica e doutrinária dos quatro evangelhos?






“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema”.
Gl 1:8

Quanto ao termo grego euaggelion

O termo evangelho, do grego euaggelion (“boa mensagem” ou “boas novas”), é empregado, por Mateus, por quatro vezes (4:23; 9:35; 24:14; 26:13). Marcos usa-a por oito vezes (1:1,14 e 15; 8:35; 10:29; 13:10; 14:9; 16:15). Lucas, por sua vez não emprega a sua forma nominal, mas tem a forma verbal por dez vezes (1:19; 2:10; 4:18 – citando Isaías 61:1 – 4:43; 7;22; 8:1; 9:6; 16:16; 20:1). Já João não usa essa palavra grega nem em sua forma verbal e nem em sua forma nominal.
Assim, no NT as ideias envolvidas nessa palavra são: as boas novas de salvação, a pregação dessas boas novas, as boas novas do reino de Deus, a declaração das boas novas, as boas novas de Cristo, etc.

  Historicidade

Para nós não há dúvida quanto à verdade revelada nos quatro evangelhos que compõem o cânon do NT, assim também a bíblia como um todo.
Mas, infelizmente há muitos ainda que são céticos quanto a esta mensagem, mesmo em face de tantas evidências favoráveis que comprovam a veracidade bíblica. E tal realidade, muita das vezes, entra no seio da igreja.
David Strauss, de certa escola alemã de teologia, em seu livro, Vida de Jesus (1836), chegou a duvidar seriamente da própria existência do Cristo, referindo-se ao “mito histórico de Jesus”.
Ele não foi o único, Arthur Drews, em seu livro O Mito de Cristo, asseverou um culto pré-cristão ao salvador, do qual teria sido empregada a história de Cristo.
Não foram apenas estes que mencionaram falsas acusações sobre a veracidade divina de Jesus. Outros, porém, o fizeram, mas nos deteremos apenas a estes dois.

Agora, detendo-nos aos evangelhos propriamente ditos, ao lermos Lucas 1:1 a 4, perceberemos que: “Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fastos que se cumpriram entre nós, conforme nos formam transmitidos por aqueles que desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra. Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado,(...) para que tenhas a certeza das coisas que foram ensinadas”.  
Desta forma, fica-nos muito claro que foram escritos diversos evangelhos, muitas literaturas, sobre a vida e obras de Jesus. Nunca se produziu tanta literatura quanto nesta época, com tais eventos. Cristo revolucionou a literatura, mas nem toda ela era confiável, como o próprio Lucas afirmou.
Contudo, ele afirma que seus relatos se alicerçavam sobre narrativas de testemunhas oculares; afirmando, também, que certas pessoas, ainda vivas, tinham visto as coisas sobre as quais ele escrevia, e que aquilo que Jesus fizera e dissera era “crido com máxima firmeza”. Afirma ainda ter feito cuidadosa investigação, tendo descoberto evidências significativas e confirmações do que estava prestes a relatar.
Há quem também afirme que Lucas usou o Evangelho de Marcos como seu principal esboço histórico.

Por conseguinte, chegou um tempo onde aqueles ao qual vivenciaram tais fatos morreram, onde ninguém que dizia: eu vi, estava entre eles. Neste contexto estava inserida a igreja primitiva, o qual confiava no que as testemunhas originais tinham vistos, onde diziam: eu creio. Tal vitalidade desta igreja fez com que este evangelho se espalhasse rapidamente e por toda a parte (Cl 1:6). E tal verdade, do eu creio, ainda nos impulsiona a acreditar e pregar essas boas novas de salvação.

 Evangelhos: importância doutrinária

O Evangelho é um tipo de escrita que só encontramos na Bíblia. Esta escrita foca no nascimento de Jesus e depois quanto Ele tinha 30 anos; por isso, não se trata de uma biografia – tendo, assim como ênfase maior, a última semana de vida de Cristo em Jerusalém. Em suma, os Evangelhos contam alguns fatos, selecionados, da vida de Jesus.
Assim, intitulam-se os três primeiros evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas) pelo nome se sinóticos – do grego synops (visão idêntica, simultânea) “ver junto”. Fica-nos claro, desta forma, que tais Evangelhos sinóticos devem ser lidos juntos. Com isso teremos a visão completa e panorâmica das obras de Cristo.
Fora os Evangelhos sinóticos temos o Evangelho de João – o qual não contradiz com os sinóticos, mas há uma visão e abordagem diferente,
Contudo, na verdade, para termos uma visão ainda maior, melhor e mais completa da vida e obras de Jesus, deve-se ler o s quatro Evangelhos.
Por fim, os Evangelhos são distintos, mas não convergentes, onde há a interpretação de cada indivíduo, segundo seu ponto de vista. Mateus (enfatiza que Jesus é o Messias; Jesus Cristo, o Rei; o reino de Deus) e Lucas ( Jesus Cristo como salvador; ressalta a importância que Jesus dava as pessoas, a compaixão; ressalta, também, a importância do Espírito Santo, que estava presente no nascimento, no batismo, no ministério e ressurreição de Jesus) e ambos também ressaltam princípios éticos – parábolas.
Marcos fala de Jesus como salvador e Sua atividade redentora; fala sobre os milagres e do Cristo filho de Deus e, ao mesmo tempo, servo sofredor.
Já João suprime as palavras, coloca os discursos de Jesus e tem como tema a vida eterna (o amor), ressalta a fé, na crença de Cristo como o verbo ou a palavra; na salvação, eleição, juízo e regeneração pelo Espírito.

Público Alvo

No Evangelho de Mateus temos como destinatários, ou público alvo, especialmente os judeus. Já no de Lucas, aponta para os cristãos em Roma, local este onde escreveu o evangelho.
Quanto ao Evangelho de Lucas, temos como público alvo Teófilo (primeiramente), os gentios, as pessoas em toda parte. E o de João aos novos cristãos e não cristãos.

Autoria

Todos os Evangelhos são anônimos. A tradição atribui dois desses evangelhos ao grupo apostólico, isto é, Mateus e João, e os outros dois a Marcos (ao qual era discípulo de Pedro) e Lucas (seguidor de Paulo).
Quanto à autoria de Mateus, alguns acham que em Mt 10:13, a referência ao “publicano” é um sinal do autor do livro. O autor Mateus, o cobrador de impostos, chamou-se tal por humilde, já que sua profissão era mui desprezada naqueles dias, portanto inevitavelmente estava misturada à fraude, à ganância e à violência. Quanto a data deste há quem acredite estar entre 60 e 70 d.C.
Já a autoria de Marcos, segundo alguns defendem, dá-se pela tradição eclesiástica mais antiga, àquela que nos é fornecida por Papias, bispo de Hierápolis em cerca de 140 dC. Encontramos citações de suas palavras na obra de Eusébio, primeiros entre os historiadores da igreja. Tal livro é datado por volta do ano 50 d.C.
Autoria de Lucas, sabemos que é dele, pois embora não o venha escrito – assim como os outros evangelhos -, há fontes que confirmam a mesma.
Uma dessas fontes trata-se do relato de um historiador do século III chamado de Eusébio, ao qual afirma que a obra de Lucas/Atos fora escrita por um médico, por nome Lucas, que havia nascido em Antioquia, e que ele não era judeu. Além disso, ele participara de vários eventos descritos no livro de Atos (onde Lucas está narrando eventos de Paulo e ele se incluiu usando “nós”, dando a entender está realmente presente).
 Para confirmar, também, tal existência de Lucas, notamos que o apóstolo Paulo faz menção a ele nas Cartas a Colossenses, ressaltando sobre um médico que andou com ele por nome Lucas.
Por tal motivo que o Evangelho de Lucas fora incluído no cânon do NT. Embora houvesse vários livros e evangelhos naquela época, como o próprio Lucas cita em Lc 1:1. Assim, fica confirmada a sua apostolicidade (estava ligado ao apóstolo Paulo). Tal evangelho fora datado de mais ou menos entre 63 e 65 d.C. (onde alguns apóstolos ainda estavam vivos e tinha as testemunhas oculares).
Já a autoria de João, o apóstolo, há várias vertentes de defesas. Ficaremos com uma, ao qual se dá a evidências internas, segundo está escrito em Jo 21:24. Quanto a data, não se sabe ao certo, alguns afirmam entre 80, 90 e até 100 d.C., a única coisa que é sabido é que este foi o último Evangelho a ser escrito.


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Qual a importância dos dons espirituais para a vida da igreja e como cultivá-los de forma bíblica e equilibrada?



À priori, devemos entender o significado da palavra dom. a tradução desta palavra envolve um grande número de palavras hebraicas e gregas.
Como palavras hebraicas – também com o sentido de dom – ao qual aparecem nas sagradas escrituras com este significado e outros também, temos: mattan (como algo oferecido gratuitamente; obtenção de um favor; expressão religiosa de ação de graças; um dote; possessão de uma herança; ou mesmo um suborno); nisseth (como coisa elevada); maseth (como também peso; elevada); shochad (suborno; recompensa); minchad (oferta; presente).
Como palavras gregas, de igual forma como citado anteriormente, temos: dídomi (dar um presente); anáthama (como algo devotado a Deus); doma (corresponde a algum presente sagrado, ou profano); dósis (indicando os múltiplos dons de Deus, dados a todos); dorea (que indica dons ou presentes de vários tipos, sagrados ou profanos); dorema (uma palavra geral usada para dom); merismós (derive-se da ideia de dividir); cháris (palavra que também significa graça, mas que pode ter a ideia de “dom gratuito”); e por fim, charisma (palavra para indicar os dons do Espírito, as suas graças, gratuitamente conferidas, para a obra do ministério I Co 12:4,9,28,30,31).
Assim, concentremo-nos neste último significado, que é mais relevante como resposta a pergunta proposta. Além do significado já citado para a palavra grega charisma, que tem como plural a palavra charismata, podemos ressaltar a ideia de que enfoca os dons da graça de Deus (Rm 5:15,16). Contudo, percebemos que esta palavra aparece 17 vezes no NT (Rm 1:11, 6:23, 11:29, 12:6; I Co 1:7, 7:7; II Co 1:11; I Tm4:14; II Tm 1:6; I Pe 4:10). Essa palavra é usada principalmente para indicar alguma espécie de dom espiritual ou divino.  
Com isso, percebemos que I Co 12 ressalta os dons do Espírito dado aos homens, tendo em vista o ministério da igreja. Contudo, notamos que tais dons Espirituais, que são divinos, são dispensados de acordo com a vontade de Deus, visando o bem, não ao mal (Ec 2:26; Dn 2:21; Rm 12:6; I Co 7:7). Sendo estes gratuitos e abundantes (Rm 8:32), sendo dados por meio de Cristo (Sl 68:18; Ef 4;7,8; Jo 6:27). E assim, por fim, os dons Espirituais são de suma importância e necessários para o desenvolvimento da igreja.
Tais dons espirituais devem ser cultivados de forma bíblica e equilibrada. Com isso, exageros devem ser evitados e tendo a bíblia como bússola para a vida cristã. Um bom exemplo disso é que jamais a profecia que for fora do que a bíblia nos ensina deve ser levada em consideração e como verdade a mais. Como já aprendemos, a bíblia é a palavra de Deus, e não apenas contém seus ensinamentos; não há erros nas sagradas escrituras; por fim, como a própria palavra diz em Gl 1:8, onde Paulo afirma:

“Mas ainda que um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado”.

Em outras traduções aparece a palavra anátema no lugar de amaldiçoado. Assim, como não queremos receber maldição e, também, por amor e temor a Cristo, devemos seguir o que sua palavra nos ensina. E, ela nos ensina a ter temperança (Gl 5:22) em tudo quanto vamos realizar, pois este também é um dos frutos do Espírito Santo. Ela nos ensina a ter amor, gozo, longanimidade, fé, etc. Como a videira verdadeira, ao qual dá muitos frutos (Jo 15), de igual forma devemos ser nós, dando frutos, a partir dos dons Espirituais entregados a nós.
Em suma, como podemos cultivá-los de forma bíblica e equilibrada, como já citado acima, seguindo os passos do Mestre, o que nos ensina Sua vida e Sua palavra. Devemos pedir a Deus compreensão de Sua vontade e de como usar os dons Espirituais para a edificação da igreja, não somente a nossa. Não devemos agir como crianças, como meninos, mas com a maturidade espiritual (I Co 13:11). Para tal, uma vida de santificação, oração, vigilância e a busca de sabedoria divina são elementos fundamentais para cultivar os dons nos dado com equilíbrio, nada de extremismo (nem para um lado, sendo cético quanto aos dons Espirituais; nem para o outro, espiritualizando tudo e todos), mas sendo controlado e centrado,  agindo segundo a palavra de Deus e Seu Santo Espírito, mediante os ensinamentos de Cristo.









terça-feira, 10 de junho de 2014

O sofrimento humano


  
Conforme a sua realidade pessoal e eclesiástica, qual é a resposta filosófica/teológica que tem sido dada para o problema do sofrimento humano: 

"Por que há sofrimento? Se Deus é perfeitamente bom e absolutamente Onipotente, qual a explicação para a presença do mal e do sofrimento no mundo?"

Partindo da ideia de que, mantida dentro de seus estreitos limites, a filosofia não é adversária da teologia; antes, é uma auxiliar da mesma. E o maior serviço que a filosofia pode prestar à teologia é o uso da lógica, mormente da lógica argumentativa.
Embora possamos ressaltar que as investigações filosóficas ainda não terminaram, e nem terminarão jamais, pois os filósofos não conseguem dar respostas “certas”, definitivas. Por outro lado, a revelação bíblica terminou, pois o Senhor Deus já nos forneceu as respostas para aquelas três indagações fundamentais do espírito humano e da filosofia. São elas:

 “De onde viemos?” A Bíblia responde: Deus é o nosso Criador.

 “Quem somos?” A Bíblia responde: Somos criaturas feitas à imagem de Deus.

 “Para onde vamos?” A Bíblia responde: Há dois destinos opostos para os homens: salvação eterna para os verdadeiros cristãos; condenação eterna para os pecadores.

Percebemos que a filosofia é especulativa, procurando sondar mistérios, como se a razão humana fosse capaz de fazê-lo. Assim, ela tem a pretensão de igualar-se à mente divina. Porém, devemos nos lembrar do que Deus nos ensinou:

“... assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos” (Isaías 55:9).

Ater-se à revelação divina é a única maneira da teologia não cair na mesma “incerteza” em que se debate a filosofia. Dentro do que nos foi revelado, na Bíblia Sagrada, podemos ter “certeza”, ou seja, um conhecimento por experiência própria.

Em relação à pergunta feita sobre o sofrimento humano, embora a filosofia aponte para um Deus mal, por permitir tal acontecimento, percebemos como teólogos que isso não é bem verdade.
Assim, podemos perceber que a tentativa de lidar com essa ideia de um “Deus todo-poderoso”, “Deus todo-amoroso” e “existência do mal”, mostrando que a despeito do mal, Deus continua justo, bom e poderoso vem sido matéria de discussão por um longo tempo. Pelo filósofo alemão Gottfried Leibnitz (1646-1716), ao qual mencionou a “justificação de Deus”. A dificuldade do problema foi bem definida pelo filósofo escocês David Hume (1711-1776) numa retomada do antigo filósofo grego Epicuro (341-270 a.C.). Conforme escreveu David Hume: “As antigas perguntas de Epicuro permanecem sem resposta. Quer ele (Deus) impedir o mal, mas não é capaz de fazê-lo? Então ele é impotente, pode ele fazê-lo, mas não o deseja? Então ele é malévolo. Não é ele tanto poderoso como o deseja fazê-lo? De onde, pois, procede o mal?”

Por conseguinte, podemos afirmar que Deus é amor, mas é fogo consumidor. Deus é o Criador e o justo juiz. Ele não é responsável pelos atos de seus filhos, pois temos o livre arbítrio. Deus nos ensina com amor o bom caminho e dirige toda a sua criação, a fim de que os planos que traçou se cumpram. Mas, cabe a nós ouvir sua voz e obedecê-la.



terça-feira, 3 de junho de 2014

Qual é a importância da cruz e ressurreição de Cristo na missão da igreja?





À priori, devemos expor a importância da cruz e ressurreição de Cristo, pois sem a tal não teríamos chance de salvação. Desta forma, temos vida em Cristo e os versículos a seguir a confirma:

“... assim também é necessário que o filho do homem seja levantado, para que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna. Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3:14-16 NVI)

Assim, fica-nos mais do que claro a importância de Sua morte e ressurreição, pois sem ela jamais poderíamos chegar ao Pai; antes: mortos em nossos pecados, não poderíamos viver; cegos, em nossas imundícias, impossível nos era enxergar o abismo ao qual estávamos prestes a cair; surdos, pela maldade que nos rodeava, não poderíamos ouvir Sua voz salvadora; mudos nossos lábios, já contaminado pela mentira que é o pecado, jamais poderíamos apregoar as boas novas às nações. Por fim, como um morto, que já está cego, surdo e mudo, pode gerar vida através do ide do Senhor? Impossível, muito menos alcançar a salvação.
Com isso, partindo do princípio: havendo em nós a regeneração na graça de Deus, o arrependimento e fé em Cristo, a justificação e adoção, estaremos aptos, em fim, para cumprir a ordenança divina - Seu maravilhoso “ide”. (Rm 3:23-25)

Como podemos resgatar essas doutrinas na fé e prática dos evangélicos?

Antes de respondermos a esta pergunta, poderemos ressaltar alguns detalhes peculiares: nós somos a igreja de Cristo aqui na terra e é nosso dever apregoar a palavra da verdade – que esta na bíblia. Assim, impulsionados por Seu Santo Espírito, trazermos mensagens de salvação e edificação de vidas.
Por outro lado, um clima bem diferente está a cercar a igreja. As palavras, que deveriam ser de salvação e perdão de pecados, morte e ressurreição de Cristo, sua vinda, Seu desejo e ordenanças, estão sendo brutalmente trocadas. Desta maneira, vem se levantando o “falso cristianismo” ou a “falsa igreja de Cristo”, na qual prega o que o Senhor não pregou, mas usando trechos de textos bíblicos, fora de seu contexto, criando heresias e falsas doutrinas. O “mundo”, com suas imundícias, estão na igreja e devemos ter olhos espirituais para enxerga-las e uma boca santificada para anunciar a falência do pecado. Contudo, nós temos o dever de alertar as vidas sobre tais práticas malignas e ensinar a palavra de vida, a que o Senhor deixou registrada em sua palavra.

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Rm 12:2 NVI)

Em suma, Cristo veio ao mundo, morreu por nossos pecados e ressuscitou. Não nos deixou órfãos, mas enviou seu Santo Espírito. Agora temos a ordenança divina de pegar a Sua santa doutrina. Não palavras bonitas, ou jargões imponentes, nem muito menos o que o povo quer ouvir.
Contudo, que uma onda de avivamento possa invadir nossas igrejas, como era no tempo dos primeiros cristãos, ao qual morriam pelo evangelho da verdade. Assim, que tal onda venha começar, primeiramente, em nós, para que possamos, dia após dia, fortalecidos, resistir e avançar em Cristo, pregando a palavra da salvação.
Em suma, uma passagem resume e completa muito bem tudo isso, e responde a pergunta feita, encontra-se em 2 Tm 4:2-5.

“Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. Você, porém, seja moderado em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério”.