terça-feira, 26 de julho de 2016

Como o conhecimento de Deus influência a obra missionária da igreja?





Primeiro: Quem são os missionários?

Partindo da premissa de que cada Cristão é um missionário, percebemos a importância do corpo de Cristo em se aprofundar nos estudo da santa palavra. Tal afirmação é feita não por nós meramente, mas sim por Cristo – o cabeça da Igreja. Esta foi a última grande ordenança de Jesus aos seus discípulos (uma dos mais importantes- a grande comissão), ao qual pode ser encontrado em Mateus 28:19–20.

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

Assim, nas palavras de Ronaldo Lidório:

“Missão é um movimento salvífico e kerygmático, que parte do coração e da volição de Deus, revelado nas Escrituras, na qual o Evangelho é prometido, no Messias, a todas as pessoas de todos os povos espalhados pelo mundo. Portanto, é um movimento de Deus. Eu poderia dizer que tem como principais elementos: (1) O sacrifício do Cordeiro, o qual “com o seu sangue resgatou para Deus homens que procedem de toda língua, tribo, povo e nação”; (2) O dunamis do Espírito derramado sobre a igreja em Atos, que a capacita para comunicar a Palavra revelada; (3) O amor do Pai que, a cada dia, tenta nos dizer que uma alma vale mais do que o mundo inteiro; (4) A ação da igreja como comunidade propagadora desta mensagem que salva a todo aquele que crê. O cerne da obra missionária, portanto, não é a visão do mundo, mas a ação de Deus”.

Segundo: Como conhecemos a Deus?


Para nós, cristãos, é muito importante conhecer a Deus – e porque não dizer essencial. Mas, na verdade, como isso é possível? Poderíamos ressaltar, mediante a palavra divina, alguns aspectos fundamentais.

“Portanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou”. 
Romanos 1:19 

“Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir”.

Salmos 139:6

“Conheçamos o Senhor; esforcemo-nos por conhecê-lo. Tão certo como nasce o sol, ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de inverno, como as chuvas de primavera que regam a terra”.
Oséias 6:3

Deus é eterno e sabendo que nós somos limitados só revela o que podemos entender; mas não entender não significa não acreditar. Contudo, nós só conhecemos aquilo que Deus manifestou. Ele está acima da nossa compreensão; com isso, o processo deve ser contínuo – conhecer e prosseguir em conhecer a Deus.
Em suma, para conhecer a Deus devemos, insaciavelmente, ter a busca de informação com o intelecto, com a leitura da Palavra (Dn 9:2; Sl 1:2; Sl 27:4). Através da oração, também, podemos nos comunicar com Deus (Dn 9: 3; 1 Tes 5:17). E, por fim, o conhecemos através de nossas experiências diárias – com Deus em nosso viver (2 Tm 3:11,12). Tudo, em nossa vida, é resultado de nossas atitudes. As consequências vai ser a resposta da nossa escolha de viver ou não com Deus.

Terceiro: Como o conhecimento de Deus influência a obra missionária da igreja?

Quando aceitamos a Jesus, e nos achegamos a Ele, passamos a experimentar mais de sua visão Divina em nossas vidas. De tal forma, ao andarmos com o Mestre, sentimo-nos transformados. Devemos, então, conhece-lo, para que possamos ser, com Ele, parecido. Como seremos missionários de um Deus que nem conhecemos? Haveria alguma coisa errada, não é? Por isso temos o dever de seguir e prosseguir em conhece-lo, como já fora mencionado anteriormente (Os 6:3). E, contudo, não pregarmos de um Deus que ouvimos falar, mas de um Deus que anda ao nosso lado, que conhecemos e por Ele somos conhecidos (Jo 10.14).
Assim é a caminhada cristã - a pregação do Evangelho a este mundo que está perdido – e tal é uma prioridade no coração do Senhor (grande comissão). Ele mesmo afirmou que o campo é o mundo e que nós somos a luz do mundo. Logo, qualquer visão menor do que o mundo não é visão de Deus.