quinta-feira, 8 de julho de 2010

A prudância: justos X injustos






Como está nosso testemunho de “filhos de Deus”, “servos do Deus altíssimo”? Será que agimos como Deus, assim, deseja? Ou, será que temos uma vida dupla? Há um verdadeiro compromisso, da nossa parte, com o Senhor? Estamos sendo fonte de benção aos nossos semelhantes? Andamos com Jesus? Amamos como Jesus? Tentamos imitar Jesus?

Abordaremos neste estudo o assunto sobre a prudência do verdadeiro cristão. Discutiremos sobre os “tipos de evangélicos” que “mancham e sujam” o nome de Cristo, servindo, assim de maus exemplos, denegrindo o que deve ser puro – o evangelho de nosso Senhor.





“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam a vossas obras e glorifiquem o vosso Pai, que estás nos céus”.
Mateus 5.16.

Que a luz de Cristo – que habita em nós – venha iluminar este mundo que, de escuro, está sendo destruído pelo malígno.
Que haja diferença em nosso modo de agir. Em nada devemos parecer com o mundo.
O que deve acontecer: Mudarmos o mundo, não sermos mudados por ele.

“Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que “há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar e ser pisado pelos homens”. Mateus 5.13.

Os cristãos são “o sal da terra”.
Dois valores do sal são: o sabor e o poder preservar da corrupção. O cristão e a igreja, devem ser exemplos para o mundo e , ao mesmo tempo militarem contra o mal e corrupção da (vaidade) sociedade.

(1) As igrejas mornas (igreja de Laodicéia – Ap.3.14-18) apagam o poder do Espírito Santo e deixam de resistir ao espírito predominantemente no mundo. Deixam o mesmo as contagiar. Elas serão lançadas fora por Deus.
(2) Tais igrejas (ou pessoas) mornas serão destruídas, “pisoteadas pelos homens”; igualmente os mornos (aqueles que tem um pé na igreja outro no mundo) serão destruídos pelos maus costumes e pelos da sociedade ímpia.

“Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte”.
Mateus 5.14

As beatitudes descrevem o caráter essencial dos cristãos, e as metáforas do Sal e Luz demonstram a influência benéfica dos cristãos à medida que eles penetram a sociedade secular.
Há outras passagens bíblicas que confirmam essa verdade, são elas:

“Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”.
Provérbios 4.18

ð Justos: Aqui, espremidos entre os caminhos dos ímpios, o seu destino brilha com uma promessa sempre nova. (Verdade esta notada ao lermos o capítulo 4 inteiro).


“E será como a luz da manhã, quando sai o sol, da manhã sem nuvens, quando, pelo seu resplendor e pela chuva, a erva brota na terra”. 2 Samuel 23.04

Devemos ser como “a luz da manhã”, assim como Cristo é.

“... Eu sou a Raiz e Geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã”. Apocalipse 22.15

E em tudo devemos ser:

“para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre o qual resplandeceis como astros no mundo”. Filipenses 2.15

O povo deste mundo é tido como “geração incrédula e perversa”. Os mesmos possuem uma mentalidade errada, critérios imorais, valores totalmente distorcidos e, em tudo, não conhecem e rejeitam as normas e padrões da Palavra de Deus. Nós, como filhos de Deus, devemos nos separar do mundo e sermos puros de coração, inculpáveis, irrepreensíveis, a fim de proclamarmos a glória redenção em Cristo ao mundo perdido.

Devemos iluminar a escuridão do mundo.

Tudo que nos for bem – mediante os ensinamentos bíblicos – devemos seguir, imitar; e o que nos for mau, desprezar. A bíblia diz que devemos imitar a Deus, pois é exemplo de perfeição e pureza, prudência, pura.

“Sede, pois imitadores de Deus, como filhos amados”. Efésios 5.01

Os justos ouvem a Deus; os injustos nem O conhecem.
Os justos tem luz; os injustos vivem na escuridão.
O justos conhecem a paz; os injustos pensam sem conhecê-la.
Os justos sabem o que é o amor; os injustos confundem-no com a vaidade e a luxúria.
Os justos sabem o que á felicidade eterna; os injustos só conhecem as momentâneas, que no final são todo ilusão e falsas felicidades.
Os justos choram, mas o Senhor os consolam; os injustos não tem quem os consolem.
Os justos viveram para sempre; os injustos sofreram eternamente.
Ser justo só é lucro!



Uma vida dupla

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é poder de Deus para a salvação de todo aquele que nele crê”. Romanos 1.16

Mas, infelizmente, há muitos entre nós que se envergonham desse evangelho tão maravilhoso. São estes conhecidos como:

ð Crente, pé-na-igreja e pé-no-mundo. Este não sabe se fica com a verdade - Deus – ou a mentira, que é o mundo. Também podemos chamá-los de “em cima do muro” ou, como já citamos anteriormente, “os mornos”.

Muitos cristãos – que na verdade só têm o título, pois suas atitudes demonstram o inverso – são muitas vezes piores do que os do mundo. Há uma vida dupla, com direito a dupla personalidade.

No fim de semana vai a igreja, onde louva, ora, e até pode vir a trazer uma palavra aos irmãos presentes no culto. Mas, ao sair da igreja se transforma: arruma confusão no trânsito, briga com os filhos, fala palavrões, amaldiçoa... No serviço mantém seu disfarce de crente bem guardado, pois lá ele é outro. Paquera, bebe bebidas alcoólicas e fala mais palavrões. Além de mentir, enganar, etc.
Uma pessoa assim Deus não tem compromisso algum.
São pessoas assim que denigrem a imagem pura e verdadeira de Cristo.
Às pessoas assim basta dizer: Arrependam-se, antes que seja tarde demais.

Que venhamos apregoar o evangelho da paz de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. Devemos confessar no nome de Jesus entre os homens, seja na igreja, ou fora dela, sem nos envergonharmos.
Se, por algum motivo, negamos a Jesus, Ele também nos negará naquele dia. E o fato de omitir nosso amor a Ele é, sem dúvida, uma forma de estarmos o negando.

“Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que estás nos céus. Mas qualquer que me negar diante do homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que estás nos céus”.
Mateus 10 32,33.

Que não venhamos envergonhar o evangelho de Cristo com atitudes que nem os ímpios cometem. Envergonhando o evangelho você não apenas se sujará, mas sujará o nome de Cristo – que não pode ser manchado.
Notamos que muitos “evangélicos” levam as coisas de Deus de qualquer meneira e que, até os ímpios levam seu “falsos deuses” mais a sério e com muito mais respeito. Preparam o de melhor, não se envergonhando, mas abrem suas bocas e falam; chegam até a ajudarem o próximo.
Há uma passagem bíblica que nos diz isso:

“E louvou aquele senhor o injusto mordomo por haver procedido prudentemente, porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sus geração do que os filhos da luz”. Lucas 16.8

Este trecho do mordomo infiel nos mostra bem claro como muita das vezes deixamos “muito à desejar” como filhos de Deus, muitos de nós somos negligentes e preguiçosos, e deveríamos ser exemplo para o mundo, não o inverso.

Ser luz para o mundo é, também, ser um bom exemplo em tudo.
Devemos pregar a palavra sem nos envergonharmos disso.
Seguir apenas um caminho: O de cristo! Não tê-lo em paralelo com o mundo.
Ser totalmente fiel àquele que é e sempre permanecerá fiel – Jesus, que não no negou, mas sim, deu-se como cordeiro vivo de Deus em holocaustos, na rude cruz, para santificação e purificação de nossos pecados. Doou-se por completo!
Ele nos ama e jamais se envergonhou de morrer por nós na cruz.
Ele foi santo, sejais santos também.
Ele se entregou; entregue-se a Ele.

Que venhamos a sermos justos, não injustos, em todo o tempo. Que nossas roupas sejam sempre alvas e a luz do Senhor brilhe, continuamente, em nosso viver, sendo o sal da terra para sempre.

E que a palavra que saia de nossa boca seja agradável.

“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com o sal, para que saibais como vos convém responder a cada um”. Colossenses 4.06

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O Toque de Amor de Jesus e Milagres através da Fé

Vivemos, hoje em dia, num mundo repleto de pessoas individualistas. O outro só é notado quando lhe convém.
Não era muito diferente da época em que Jesus habitava entre os homens. Antes, assim como hoje, havia pessoas que só importavam-se consigo mesmos – o que a Bíblia relata como “amantes de si mesmo”.
Nesta passagem (Marcos 1.40-42), encontramos vários detalhes importantes para a vida do cristão. Uma vida voltada ao próximo; uma vida voltada a Cristo. Mas, graças a Deus que Jesus não foi, e jamais será como nós – egoísta.
Jesus sempre se compadeceu dos nossos medos, aflições, doenças, etc. A Bíblia é repleta de citações de milagres, curas e prodígios realizados por Cristo. Um deles é o tema desta análise: O toque de amor de Jesus e Milagres através da Fé.
Ao analisarmos alguns trechos, em especial, notamos detalhes cruciais – que normalmente poderíamos achar simples.

1. O Verbo “aproximou-se”, que indica uma locomoção de um lugar ao outro. Entende-se que o leproso foi até Jesus.

2. O Verbo “rogando-lhe”, aqui mostra que o leproso pediu (falou verbalmente).

3. A expressão “pondo-se de joelhos diante dele...” mostra-nos a humilhação necessária para se obter a vitória. Simboliza, também, a adoração e o ato de confessar a soberania Divina.

4. O Pedido do leproso: “Se queres, bem podes limpar-me” mostra-nos que ele sabia que Jesus poderia fazer. Jesus, muitas vezes, não responde nossas orações, pois não perguntamos a Ele se este algo está em Seus planos para nossa vida, mas só queremos saber da nossa própria vontade.

5. A Ação de Jesus em Tocar o leproso. Tal atitude é tão importante que estarei explicando com detalhes mais à frente. A palavra curadora do Mestre: “Quero, sê limpo” revelando o “sim” de tudo quanto mais desejava aquele homem: a cura.


6. E por fim, quando Jesus libera a benção. Amados, quando Jesus cura, Ele cura, não tem como permanecermos do mesmo jeito. Aquele que é tocado por Ele, jamais permanece da mesma forma.

Com isso, fica-nos claro - nessa passagem acima citada- que Jesus tem por nós um grande amor. O toque, a cura em si, prova Sua lealdade eterna. Assim, devemos seguir alguns passos cruciais:

1. Buscar a Deus;
2. Pedir em oração;
3. Saber que Ele tudo pode;
4. Aceitar Sua vontade.


“Em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, Senhor, nunca desampara os que te buscam”.
Salmos 9.10
Outro versículo resume bem esses passos citados anteriormente:

“(...) e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e se converter dos seus maus caminhos e buscar a minha face, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”.
II Crônicas 7.14
O Toque de Amor de Jesus

“(...) estendeu sua mão e tocou-o...”. (Marcos 1.41b).


O que o toque proporcionou àquele leproso:

Restituição de sua dignidade.
Carinho e amor – que há muito não sentia;
Cura interior – na área emocional (Sentimental) do corpo espiritual;
Cura exterior – do corpo físico.

Semelhantemente, sem sermos leprosos, sentimo-nos inúteis, inferiorizado pelos outros, perdido, sozinho. São nessas horas que devemos nos aproximar de Jesus, não nos escondermos dele. Só Jesus cura e liberta. Ele nos conhece melhor do que a nós mesmos.

Concluindo...

1. Devemos nos aproximar de Jesus (Apocalipse 3.20):

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo”.

2. Pedirmos a Deus em oração (Mateus 7.7-8):

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrarei; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo aquele que pede recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á”.

3. Entrando na sala do trono em humilhação, tendo em nós um coração contrito, rasgado na presença do Senhor (Tiago 4.10):

“Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará”.

4. Por fim, perguntar ao Senhor, qual é a boa e perfeita vontade Dele (João 15.7):

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito”.

Aquele que realmente está em Cristo só vai pedir aquilo que está no coração do Pai. Deus quer tocar-nos e mudar nossa vida. Não mudar somente o exterior – tendo um estereótipo de crente – mas havendo uma mudança que vem de dentro para fora.
Sabemos que Deus nos conhece e não adianta tentar convencer o mundo de que somos luz, se ainda, dentro de nós, habita trevas. Assim, podemos até enganar a humanidade inteira, mas jamais enganaremos aquele que nos criou.