sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O Cristão e o Amor Próprio

Introdução

Vivemos num mundo onde o amor próprio e o individualismo estão em alta, enquanto que o segundo mandamento mais importante, segundo Cristo, que é “amar ao próprio”, está em queda constantemente.
Não são poucos os casos de pais contra filhos, e vice-versa, esposa e esposos, irmãos e irmãs, parentes em geral, onde há violência, desprezo e, por fim, morte. Conforme a própria bíblia nos relata, dizendo que nos últimos dias seria assim.
Outro elemento assustador é que tal “amor próprio”, ou podemos ressaltar como “culto ao homem”, “adoração ao homem”, e, o pior de todos os casos, “o homem se tornando igual a Deus”, vem crescendo no meio daqueles que se dizem “cristãos”.
Enfim, apontaremos neste presente trabalho, elementos que apontam a temática pesquisada: O Cristão e o amor próprio.
Por fim, as palavras de Agostinho fazem todo o sentido, após pensarmos a respeito do amor próprio humano, que diz: “Dois amores erigiram duas cidades, Babilônia e Jerusalém: aquela é o amor de si até o desprezo de Deus; esta, o amor de Deus até o desprezo de Si”.
Devemos, enfim, seguir o exemplo de Jerusalém, não de Babilônia. Necessitamos, contudo, amar ao próximo como a nós mesmos, assim como Cristo nos amou e se entregou por nós. Tarefa nada fácil, mas eficaz e totalmente necessária, pois o maior de todos os dons é o amor (I Co 13).

O Amor a Si e uma visão destorcida: Teologia da Fé

Inimigos de Deus, e de seus filhos, são muitos no decorrer histórico, desde os Romanos até a sociedade atual, havendo muitos entre eles amantes de si mesmos. Até, se possível for dizer, tais inimigos estão implantados no seio da igreja. Muitas das vezes como membros, outras vezes como os próprios líderes religiosos.
Tais líderes disseminam, dentro da igreja, convicções erronias. Pregam teologias de achismo e de falsas interpretações. E, para defender tal ponto de vista, abordaremos conceitos de Hank Hanegraaff (p. 13, 14), como contribuição do livro Cristianismo em Crise.
Neste livro, encontramos citações de teólogos renomeados, tais como: Kenneth Copeland, Morris Cerullo, Benny Hinn, Frederick K. C. Price e Kenneth E. Hagin.
Para vermos como corrompida está algumas igrejas atuais, onde o amor ao próximo pouco é enfatizado, muito menos encontramos a verdadeira adoração a Deus; para tal, citaremos, a priori, o que tais líderes e mestres da Fé pregam em cima dos púlpitos dos EUA.
Começaremos com a frase de Kenneth Copeland, que nos diz: “Satanás venceu Jesus na cruz”.
Um total absurdo e blasfêmia contra o poderio de Cristo. Se tal afirmação fosse verdade, estaríamos perdidos, pois tal feito de Jesus na cruz nos trouxe salvação. Afirmar tal coisa seria o mesmo de dizer que iremos para o inferno, pois não há salvação, nem salvador.
É notório a que ponto o amor próprio foi capaz de chegar, onde o homem pode blasfemar desta forma, sem medo ou remorso.
Outra citação terrível veio de Morris Cerullo, o qual teve a audácia de dizer: “Você não está olhando para Morris Cerullo – Você está olhando para Deus, está olhando para Jesus”.
Para tal afirmação, esse mestre da Teologia da Fé, usa de forma mal formulada o texto de Jesus, que se encontra em João, capítulo 10, versículos de 31 a 39 e o Salmo 82. Há, assim, erros hermenêuticos e exegéticos tremendos – havendo um texto fora de seu contexto, sendo um grande pretexto para heresias, como podemos ver aqui.
Não apenas ele se apega a interpretação errada e equivocada destes textos Bíblicos, mas, juntamente com ele, também há outros, como por exemplo, Benny Hinn, que disse certa vez em um de seus cultos: “Nunca, jamais em algum tempo, vá ao Senhor e diga: ‘Se for da tua vontade...’ Não permita que essas palavras destruidoras da fé saiam de sua boca”. Esquecendo-se, totalmente, que somos barro nas mãos do oleiro. Desta forma, passagens de Paulo, que afirma: “sejam feita a Sua vontade, não a minha”, devem ser tiradas das Bíblias destas pessoas que afirmam tal heresia.
Outra palavra herética veio dos lábios de Frederick K. C. Price, ao qual afirmou que: “Deus precisa receber permissão para trabalhar neste reino terrestre em favor do homem... Sim! Você está no controle das coisas! Assim, se o homem detém o controle, quem deixou de exercê-lo? Deus”.
Assim como os outros já citados anteriormente, este também se esqueceu de versículos que têm o poder de anular tais palavras, tais como os de Paulo, em Romanos 9:20, que nos diz: “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: ‘Por que me fizeste assim?’”.
Em outra tradução diz: “Mas que é você, ó homem, para questionar a Deus? Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: ‘Por que me fizeste assim?’”.
Tais versículos citados deixam claro que é Deus quem tem o controlo sobre nossas vidas, não nós mesmos.
E, assim, citaremos as palavras de Kenneth E. Hagin, ao qual disse: “O homem foi criado em termos de igualdade com Deus, e podia permanecer na presença dele sem qualquer consciência de inferioridade”. Ele, também, esquece-se que somos filhos de Deus por adoção, não por caráter, nem natureza divina. Voltaremos a falar mais sobre isso mais a frente, no tópico sobre a Teologia da Fé.
Por conseguinte, constatamos inúmeras convergências entre a ideia de Babilônia e Igreja, sendo esta em nada diferente da outra. Infelizmente, muitos estão aceitando vãos doutrinas e se afastando da verdadeira mensagem. Mas, como a própria palavra de Deus diz em II Timóteo, capítulo 4, versículos 2 a 5:

Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija. Exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceiras nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. Você, porém, seja moderado em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério.

Eu não me canso de ler e reler este versículo, pois é realidade, não para a igreja na era apostólica, mas, também, para igreja atual.
Devemos pregar a verdade bíblica que diz: Ame a Deus sobre as coisas e ame ao próximo como a si mesmo.
Voltando, então, a falar sobre a Teologia da fé, pudemos já entender, como o que fora antes nos apresentados, os EUA vêm se contaminando com ideias totalmente hereges.
A priori, queremos ressaltar algumas definições básicas, assim, falar sobre a expressão: “pequenos deuses” (apoud: HANEGRAAFF, p. 119, 120), usadas com grande ênfase por esses teólogos. Mas afinal? O que isso significa? Este terno, por assim dizer, já era usado desde a igreja Oriental Ortodoxa, porém com o sentido um quanto diferente do que usados pelos defensores da Teologia da Fé. Aqueles acreditavam que significava “ser adotados” por Deus – no sentido verdadeiro da adoção; ou seja, antes mortos em nossos delitos e pecados, fomos, então, regenerados por Cristo, recebemos fé e nos arrependemos, fomos justificados (que é a adoção) e, cada dia mais e mais, buscamos nos santificar até a vinda do Eterno Rei. Porém, a visão que os mestres da Fé pregam é totalmente outra, a saber: “pequenos deuses” nos torna com a mesma natureza divina, mas menores, não criaturas, mas, iguais a Deus – isso que se torna heresia, pois sabemos que tal afirmativa, feita e defendida por eles, é totalmente equivocada e, biblicamente falando, fora do contexto das sagradas escrituras, que afirmar o contrário.
Tal afirmação, “pequenos deuses”, remete-nos a lembrar da Babilônia, por exemplo, onde o rei Nabucodonosor erguei aquela gigantesca estátua e requeri-o que todos o adorasse.


O Rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era sessenta côvados, e sua largura de seis côvados; levantou-se no campo de Dura, na província de Babilônia. Então o rei Nabucodonosor mandou reunir os princípios, os prefeitos, os governantes, os conselheiros, os tesouros, os juízos, os capitães, e todos os oficiais das províncias, para que viessem à consagração da estátua do rei Nabucodonosor tinha levantado. [...] E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e línguas: Quando ouvirdes o som da buzina. Da flauta, da harpa, da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, prostrar-vos-eis, e adoreis a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado. E qualquer que não se prostrar e não a adorar, será na mesma hora lançado dentro da fornalha de fogo ardente. (Daniel 3:1, 2, 4 – 6)

Fica claro a soberba e o amor próprio deste rei babilônico, muito nos lembra certos líderes. Nas palavras de Agostinho, as quais vale a pena ser mencionada novamente, e que resume tal verdade: “Dois amores erigiram duas cidades, Babilônia e Jerusalém: aquela é o amor de si até o desprezo de Deus; esta, o amor de Deus até o desprezo de si”. Há, assim, a “deificação do homem”. Até onde chegou a vaidade humana!
Porém, tal realidade não é nova. Podemos lê-la no livro do Gênesis, capítulo 3, versículos 2 a 5, a saber:

E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas do fruto que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.


Ser “igual a Deus”, está aí o pecado original, primordial, o qual levou o homem a queda – a soberba de se igualar ao criador, assim como antes, o próprio diabo provara, querendo ser como o Pai, vindo a cair. Por isso, quando olhamos para o passado, podemos, então, contemplar tudo o que levou o homem a ruína e, enfim, aprender com seus erros, e imitar seus acertos. Foi por tal motivo que relatamos longas páginas da História da Igreja, para, por fim, entendemos que, apesar de longos séculos terem se passado, a estratégia do inimigo é sempre a mesma – convencer o homem que ele pode ser igual a Deus. Fora assim no Éden, citado anteriormente, fora assim com todos os líderes, fora assim no Antigo Testamento, fora assim no Novo, até Cristo, pelo diabo, fora tentado.
Enfim, muitos lhe dão ouvido, porém a Igreja fiel não, pois sabe que somente a Deus devemos adorar.

Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; e chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Ele, porém, respondeu: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-se sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isso te darei se, postando, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviram.

Vimos que o diabo até tentou persuadir Jesus usando trechos do Salmo 91, versículo 11, mas Cristo rebateu com Deuteronômio, capítulo 6, versículo 16. Vimos, claramente, como o diabo age; ele promete bens terrenos, glória, poder, riquezas – tudo o que o homem tanto almeja – mas requer algo em troca, quer que este homem o adore.

Vós sois minhas testemunhas, diz o Senhor, e meu servo, a quem escolhi; para que saibais, que me creias, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador. Eu anunciei, e eu te salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor; eu sou Deus. Ainda que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá? 

O único “EU SOU” é Deus, e nós somos suas testemunhas, seus eleitos, a Igreja, a qual diverge dos preceitos da Babilônia; renunciamos o pecado! Sabemos bem quem somos, imagem e semelhança de Deus, filhos por adoção em Cristo, não “pequenos deuses”. Estas pessoas necessitam ler o livro do profeta Jeremias, capítulo 18, para assim entenderem que somos “barros nas mãos do oleiro”, não somos o oleiro. Entender que somos criaturas, feitura, não “deuses” em miniatura.

Mas, ó homem, quem és tu, que s Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?  (Romanos 9:20,21)


Por conseguinte, não somos soberanos, Ele o é; não temos a onipresença, mas Ele sim; onisciência, onipotência, nada disso possuímos, mas Deus, o Criador de tudo e de todos possui, e é o único que é digno de ser adorado. Assim, percebemos, que desde o alvorecer dos tempos, o diabo tem se desdobrado para apresentar a mentira de que meros homens podem ser “deuses”. Seu atraente silvo: “[...] sereis como Deus”, como já fora citado antes, tem revelado através dos séculos com uma grande frequência. Ele empacota, e reempacota, essa mentira, no tamanho e formato necessário para que venhamos a comprar.
Coisas sérias são ditas e, muitas vezes, cristãos estão engolindo. M. Scott Peck[1], um psicoterapeuta que se tornou popular no meio evangélico, põe palavras na boca do Criador, ao escrever: “God wants us to become Himself (or Herself or Itself). We are growing toward god-hood. God is the goal of evolution[2] (traduzido significa: “Deus quer que nos tornemos ele mesmo (ou ela mesma). Estamos crescendo na deidade. Deus é o alvo da evolução”).
Kenneth Hagin[3] declara: “O crente é chamado de Cristo.... Eis quem somos; somos Cristo!”.  Ainda continua seu discurso herege, dizendo: “Ele (o homem) foi criado em termos de igualdade com Deus e poderia se colocar na presença de Deus sem qualquer consciência de inferioridade... Isto significa que Deus nos fez similares a Ele tanto quanto possível. Ele nos fez à sua imagem e à sua semelhança. Ele nos fez da mesma classe de ser que Ele próprio é... Deus tomou algo de Si mesmo, que era espírito, a vida de Deus, e colocou no homem... Ele (Adão) vivia em termos de igualdade com Deus...[4]
Este homem influencio muitas pessoas mundo afora. Falaremos, em linhas gerais, o que tal movimento prega e acredita.

Porém, percebemos que não adianta nada defender acreditar na Inerrância bíblica, uma vez que a mesma é distorcida como ele mesmo o fez. E ele não está sozinho, dentro dessa nova visão da Teologia; outros líderes também fazem parte desta “equipe”, sendo eles: Kenneth Copeland, e Morris Cerullo – ambos norte-americanos -; no Brasil temos: o Missionário R. R. Soares, a Apóstola Valnice Milhomens, o Apóstolo Renê Terra Nova, o Pastor André Valadão (que estudou no Rhema) e o Apóstolo Bud Wright (fora líder do Rhema no Brasil, ao qual falecera em dezembro de 2013, tendo como sucessor o Apóstolo Guto Emery, também presidente da Igreja Evangélica Verbo da Vida).
O quando pensamos que as afirmações absurdas acabaram, deparamo-nos com outras. Desta vez citaremos a afirmação de Kenneth Copeland[5], onde ele declara que a razão pelo qual Deus criou Adão foi seu desejo de reproduzir a si mesmo; ou seja, Adão não era um deus pequenino, nem mesmo um semideus, nem ao menos estava subordinado a Deus; e, se não bastasse, afirma também que não temos um Deus em nós (ou seja, não somos habitado pelo Espírito Santo), porque somos nós um deus.
Outro adepto deste movimento é o tele jornalista norte-americano John Avanzini, o qual teve a audácia de dizer que, atualmente, o Espírito de Deus havia declarado que Ele está duplicando a si próprio na Terra.
Assim, a heresia da Palavra da Fé[6] (pregada pela Teologia da Fé) ensina que nossas palavras e pensamentos podem moldar a realidade e que, escolhendo palavras e pensamentos corretos, e infundindo-os com fé suficiente, podemos criar um mundo melhor para nós mesmos. Esta heresia, também, ensina que o homem tem o direito de reivindicar os benefícios que advêm do exercício correto dessas técnicas, que Deus quer que sejamos felizes e prósperos e que os cristãos são fracos somente por que deixam de reivindicar aquilo que por direito lhes pertence.
  Além desses citados anteriormente, há Morris Cerullo[7], o qual afirmou: “Vocês sabiam que desde o começo do tempo o propósito interior de Deus era reproduzir-se? Quem são vocês? [...] ‘Filhos de Deus’ [...] E aquilo que opera em nosso interior, irmão, é a expressa manifestação de tudo quanto Deus é e tem. E quando estamos aqui de pé, vocês não estão olhando para Morris Cerullo, vocês estão olhando para Deus, estão olhando para Jesus”.
Charles Capps[8] declarou: “Deus duplicou a si mesmo em espécie [...] Adão foi uma exata duplicação do tipo de Deus”.
Tais afirmações heréticas nos deixam até atordoados, o pior é que já influenciou a muitos. Infelizmente, os cristãos se acomodaram de tal forma que não consultam mais as sagradas escrituras, preferem comer da comida podre que sai da boca de certos líderes espirituais, que mais se parecem com lobos do que pastores. Sendo que, a palavra afirma: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”. (João 9:32). E como conheceremos tal verdade? Simples, lendo as escrituras, que é o guia de fé e conduta de todo aquele que é nascido de novo – os cristãos, eleitos por Deus, comprados por Cristo, habitados pelo Espírito Santo.
A lista é imensa, e não acaba aqui. Encontramos muitas outras pessoas que transgredem a palavra divina, pessoas como Benny Hinn, ao qual já fora um nome importante no cristianismo, entre outros.
Em suma, como é triste quando o homem se deixa levar pelos desejos de seu coração, entregando-se a vaidade, ao amor próprio, distanciando-se de Deus e de seus preceitos. Que Deus venha proteger-nos de nós mesmos, do orgulho que nos rodeia, das palavras que massageiam nosso ego, para que não venhamos a nos tornar cegos espirituais e abrirmos, assim, nosso coração ao que é abominável aos olhos de Deus. Somente ao Senhor seja toda a adoração, louvor e honra. Nas palavras do apóstolo Paulo, importa que Ele cresça e eu diminua.

Bibliografia

AGOSTINHO, Santo. A Cidade de Deus. Volume I. Trad. J. Dias Pereira: Lisboa: Serviço de Educação Fundação Calouste Gulbenkian, 2ª Edição, 1996.


HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em Crise – Rio de Janeiro, RJ: CPAD (Casa Publicadora da Assembleia de Deus).
PECK, Morgan Scott Peck. The Road Less Traveled – New York: Simon & Schuster, 1978.
Sites Visitados:

Site oficial de Kenneth Hagin - Rhema. Disponível em:
http://www.rhema.org. Acesso em 28 nov. 2015.

Heresias dentro da Igreja. Disponível em:
<http://www.espada.eti.br/piramide.asp> Acesso em 28 nov. 2015.






[1] (New York City, EUA, 22 de maio de 1936 - Connecticut, EUA, 25 de setembro de 2005) foi escritor e psicoterapeuta estadunidense
[2] M. Scott Peck, The Road Less Traveled - New York: Simon & Schuster, 1978, p.270
[3] (McKinney, Texas, 20 de agosto de 1917 — Tulsa, 19 de setembro de 2003), é considerado o pai do Movimento Palavra de Fé. Foi um dos primeiros pastores protestantes a escrever sobre as diretrizes que se tornaram o fundamento do movimento carismático, e um dos primeiros autores a pregar sobre a Teologia da Fé, hoje seus livros são muito respeitados por cristãos de várias denominações, sua escola bíblica, o Rhema, está presente em vários países do mundo, sendo o Rhema Brasil a maior delas. Influenciou diversos ministérios e líderes. No Brasil, entre os líderes influenciados por Hagin está o Missionário R. R. Soares, a Apóstola Valnice Milhomens, o Apóstolo Renê Terra Nova, o Pr. André Valadão (que estudou no Rhema) e o Apóstolo Bud Wright (líder do Rhema no Brasil).
[4] Kenneth Hagin, em seu livro Zoe: The God-Kind of Life (1981).
[5] Nascido em 6 de dezembro de 1936 em Lubbock, Texas; é um escritor americano, orador, televangelista, proponente do World of Faith, e fundador da organização cristã Kenneth Copeland Ministeries.
[6] Disponível em: <http://www.espada.eti.br/piramide.asp>. Acesso em: 08 ago. 2015.
[7] Nasceu em 2 de outubro de 1931 na cidade de Passaic, New Jersey) é um televangelista pentecostal americano, casado com Theresa Cerullo possuem três filhos: David (b.1952) Susan (b.1954) Mark (b.1957), nasceu dentro de uma família russo-judaica e italiana mais foi criado a partir dos dois anos de idades em um orfanato judaico ortodoxo na cidade de Clifton após a morte de seus país em um trágico acidente de carro. Atualmente, possui mais de 80 literaturas escritas que foram distribuídos a milhões de pessoas, incluindo clássicos espirituais tais como: Produtores de prova; dois homens de Eden; A Nova Unção, Você pode saber como derrotar Satanás; Filho, Constrói-me um exército; Viajando para a Terra Prometida; Devocionais Diária para o Novo Milênio, Victorious Bíblia Exército de Deus, Guerra Espiritual Bíblia Finanças, Bíblia Cura, A Profecia Bíblica e Classic Financial.
[8] Mais informações pelo site: http://charlescapps.com

sábado, 28 de novembro de 2015

Características Ideais de uma Igreja



·         Estar presente e vive para desempenhar sua missão tríplice
·         Liderança própria (nativa)
·         Reprodução própria
·         Sustento próprio


A palavra igreja tem um significado muito amplo, o que vale apontar, como: edifício em que se realiza o culto cristão; a uma congregação de adoradores crentes; a um estabelecimento religioso; a determinado tipo de ordem eclesiástica; ao conjunto de todos os crentes em Cristo, e a um grupo local de discípulos cristãos associados num pacto com propósitos religiosos. Este último significado é o comumente encontrado no Novo Testamento.
Enfim, conforme o Novo Testamento, uma igreja cristã é um grupo de pessoas divinamente chamadas e separadas das trevas para a luz, batizadas sob profissão de sua fé em Cristo, unidas sob pacto para o culto e o serviço cristão, sob a suprema autoridade de Cristo, cuja a mensagem é sua única lei e regra de vida em todas as questões de fé e prática religiosa.
A Missão da Igreja se divide em três, sendo elas: Adoração (glorificação ao nome de Deus); Edificação (aperfeiçoamento, fortalecimento, crescimento dos salvos); e Evangelização (testemunho).
Assim, entendemos por adoração, a igreja sendo um precioso presente de Deus, e para Deus, na qual Ele se deleita em sua adoração. Adorar e glorificar a Deus em espírito e em verdade é uma missão da igreja. (Jo 3.23-24; At 13.13). Já edificação é uma missão qualitativa que a igreja tem para consigo mesma. O ensino visa atender às necessidades dos membros e, desta maneira, fortalecer e edificar a Igreja. (Ef 3.14-21; 4.11-16; Gl 4.19-20; Jo 17.15-23; 1 Pe 3.15; 2 Pe 3.18). E, por fim, evangelização é o anuncio do Evangelho e o seu poder, aumentando, assim o número de salvos (At 1.8; Mt 28.18-20; Lc 24.47). Ganhar almas é a maior missão da Igreja, apesar de não ser a única.
Por conseguinte, a missão da igreja é uma extensão, uma continuidade, da própria missão terrena realizada por Jesus Cristo. Tal continuidade dessa missão fica evidente em (Jo 17.18; 20.21): “Assim como tu me enviastes ao mundo, também eu vos enviei ao mundo [...] Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou; também eu vos envio a vós”.
Quanto a liderança própria (nativa), entendemos que, quando se levanta dentro da própria igreja um líder (nativo), é algo de suma importância, pois, desta forma, fica evidente o crescimento e fruto do árduo trabalho da igreja local. Esta pessoa é aquela à qual conhece bem as necessidades dos membros, suas histórias, seus erros e acertos, suas fraquezas e força; este, por também estar inserido, conhece os costumes e cultura desta comunidade.
Quando falamos em reprodução própria, podemos entender como o segmento ao que já fora realizado, a priori, pela igreja, o qual a torna forte e próspera, ao ponto de se reproduzir – plantando novas igrejas. Assim, o reino de Deus avança, tirando os que estão nas trevas para a luz de Cristo.
Já, no tocante ao sustento próprio, é notório que, com isso, devemos realizar o que Cristo, assim, nos comissionou a fazer, que é pregar o evangelho, fazendo discípulos. Contudo, tais discípulos farão novos discípulos, multiplicando-se. Desta forma, haverá o sustento para a obra de Deus, tanto espiritual como material. Com isso, notamos tal importância, pois se o mesmo ocorrer – sustento próprio – a igreja se auto manterá, e não dependerá, enfim, da igreja sede.


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Qual a relação entre o Evangelho, a Justificação Divina e a Ética (Prática) Cristã em Romanos?



Como fora aprendido nas aulas de Análise Bíblica de Romanos, o tema central desta carta é o Evangelho – do grego: euangelion – ao qual tem por definição “boas-novas”, ao qual notifica a revelação da justiça de Deus, uma justiça conquistada pelo Cristo e recebida unicamente por fé (1:16, 17); necessário a todos – tanto judeus como gentios (capítulos 1 – 3); isto também inclui Abraão – o pai da fé (capítulo 4), os benefícios dos que recebem absolvição, a imputação desta justiça e os benefícios da justificação (capítulos 5-8), a soberania de Deus (capítulos 9-11), e o viver condizente com o Evangelho da justiça de Deus (capítulos 12-16). Em suma, a justificação pela fé e as consequências práticas para a vida cristã.
Temos como autor o próprio apóstolo Paulo, mas tento em Tércio como seu escriba, ao ajudador (Rm 16:22); notamos a história do plano de redenção de Deus, ao qual é revelada através de Jesus, anunciando a justa ira de Deus contra o pecado e a provisão divina.
Assim, não podemos deixar de mencionar que Paulo fora o vaso escolhido por Cristo glorificado para levantar a igreja gentílica, revelando a todos os homens qual é a vontade de Deus por meio de sua igreja.
Esta carta está dividida em duas grandes partes:

Capítulos 1 – 11 (Parte Doutrinária)            
Capítulos 12 – 16 (Parte Prática)

Após a introdução feita por Paulo (1:1-17). Esta se inicia, a partir de 1:17 a 3:20, com uma clara exposição a corrupção e depravação total do gênero humano – em todos os sentidos de seu âmago –, na qual, toda a humanidade caída está sob a ira de Deus, de um Deus que é justo, e, por ser justo, necessita, assim, o homem ser condenado por seus pecados (Rm 3:23):

“ Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”.

Assim, a provisão divina: a justiça de seu Filho Jesus (3.21-5.21), concretiza-se através de um plano de redenção perfeito e infalível, ou seja, a morte de Cristo, ao qual se doou para resgatar a humanidade da ira condenatória, do domínio do diabo e da escravidão do pecado.
Somente através da justificação, podemos ter paz com Cristo (6.1-8.39), e, como isso se dá? A resposta pode ser, também, encontrada em Efésios 2:8-9, que diz:

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.

E, por fim, encontramos a soberania e a fidelidade de Deus (9.1-11.36), ao qual fecha esta parte denominada “doutrinária”.

A segunda parte, tida como parte prática, inicia-se no capítulo 12, ao qual encontramos: O modo de viver compatível com a justificação pela fé (12.1-15.13). E como isso se dá? Através da conduta do cristão ideal:

ü  Dedicação verdadeira, base de toda a ação moral (12:1-2);
ü  Uso dos dons espirituais, mediante o amor (12:3-13);
ü  Amor aos inimigos (12:14-21);
ü  Submissão às autoridades constituídas (13:1-7);
ü  O amor cumpre a lei (13:8-10);
ü  O cristão e a vigilância (13:11-14);
ü  O amor cristão relativo à liberdade cristã e questões de consciência (14:1-23);
ü  O altruísmo cristão (15:1-12);
ü  Oração de Paulo pelos crentes romanos (15:13);
ü  Conclusão da Carta (15:14 – 16).

Enfim, fica-nos evidente a ética nos relacionamentos, tanto com Deus, como conosco, nosso próximo e autoridades. Assim, temos:

ü  Com Deus: consagração da vida e transformação da mente;
ü  Conosco – Eu/Ego: equilíbrio de si mesmo a partir da compreensão da graça de Deus;
ü  Com o nosso próximo: onde nosso caráter é moldado;
ü  Com as autoridades: onde estabelece obediência.

 Por conseguinte, fica-nos evidente que o apóstolo Paulo declara que o cristão demonstra que recebeu tal justificação, por intermédio do novo nascimento, quando realmente ele morre com Cristo e para o pecado; isto se dá, quanto este novo nascido tem uma atitude de arrependimento genuíno, e sua vida resulta na prática da santidade e amor em todos os aspectos, seja eles em seus relacionamentos (convívio social), moral e espiritual; claro, tendo como primordial a obediência a Deus. Deste modo, entende-se por justificação, não apenas aspectos de salvação, mas, também, este deve causar repercussões sobre os relacionamentos deste indivíduo. Ou seja, A justificação proporcionada por Cristo, não só produz salvação, produz também uma vida cristã em que nossos relacionamentos são aprimorados.
Enfim, Deus exerceu sua misericórdia, aquele homem errôneo ao qual ele elegeu, o seu eleito, ao qual era morto em seus delitos e pecados. Assim, Deus o regenerou, abriu-lhes os olhos e ouvidos, pois só depois disto este teria vida e poderia se arrepender e ter fé; desta forma, o morto, agora vivo, é justificado – adotados por Deus. Desta forma, este homem não deve viver para si mesmo, apenas, mas para Deus e seu próximo.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Como a revelação messiânica de Isaías influencia nossa visão da pessoa e missão de Jesus?





Isaías é considerado o “teólogo dos teólogos”, o “teólogo da promessa” e “profeta messiânico”. Em seu livro, Isaías profetiza a respeito do povo de Deus, Israel e Judá, mas, também, aponta para o messias – o Cristo.
Assim, Deus manifesta, de forma surpreendente, Sua Glória e chama seu profeta. Com isso, Isaías é convocado a pregar a um povo resistente, duro, onde somente alguns darão ouvidos.
Ao nos depararmos, no entanto, com este escrito do século XVIII a.C., percebemos o quão fiel e zeloso é nosso Deus, ao cumprir o que prometera; muito tempo antes do próprio surgimento do Messias, Deus já vinha revelando tal feito. Enfim, cremos no Deus que promete e cumpre.
Entretanto, como profeta messiânico, Isaías aponta para um futuro onde viria o libertador e salvador. Assim, em alguns capítulos encontramos menção ao Messias, são eles:

ü  Capítulo 9: o advento e o poder do Messias;
ü  Capítulo 11: o reino do Messias é pacífico e próspero;
ü  Capítulo 32: o reino de justiça – promessa messiânica;
ü  Capítulo 32: a importância e profecia do reino de justiça, ao qual aponta diretamente para o Messias.
ü  Capítulo 35: aponta a Sua grandeza e glória;
ü  Capítulo 42: Ele é citado como o Servo do Senhor;
ü  Capítulo 49: o Servo do Senhor é a luz dos gentios;
ü  Capítulo 52 e 53: o Servo Sofredor é o Messias;
ü  Capítulo 61: a salvação é proclamada através do Messias; Cf. Lc 4:18,19 – Pregação em Nazaré.

Em suma, a revelação messiânica de Isaías influencia, e muito, em nossa visão da pessoa e missão de Jesus. Uma vez que fortalece a premissa de que Deus abre os olhos de seus eleitos e, de igual forma, endurece os corações daqueles que não o são. Por tal motivo, não poderíamos dizer que as pessoas, no tempo de Cristo, foram pegos de surpresa, desavisados, etc., uma vez que o próprio Deus já o revelara.
Notamos, assim, que os doutores as leis possuíam os escritos do profeta Isaías, por exemplo; estes meditavam nestas palavras, mas não enxergaram quando o Messias estivera frente a frente com eles. No entanto, desejavam e esperavam, e ainda desejam e esperam, um Messias de guerra, um líder, um rei – Cristo o foi, mas não no âmbito carnal e terrestre, mas no âmbito espiritual, onde Seu reino não é desse mundo.

Por conseguinte, ao nos depararmos com o AT em geral, maravilhamo-nos com as promessas feitas por nosso Deus, ao qual se cumprira na pessoa de Cristo Jesus, ao qual viera a este mundo, fora perseguido, humilhado, desprezado e, assim, Ele levou sobre Si todos os nossos pecados. O Deus encarnado, o qual pagara com sangue uma divida que era toda nossa – o pecado que nos conduziria a morte.