segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Como a revelação messiânica de Isaías influencia nossa visão da pessoa e missão de Jesus?





Isaías é considerado o “teólogo dos teólogos”, o “teólogo da promessa” e “profeta messiânico”. Em seu livro, Isaías profetiza a respeito do povo de Deus, Israel e Judá, mas, também, aponta para o messias – o Cristo.
Assim, Deus manifesta, de forma surpreendente, Sua Glória e chama seu profeta. Com isso, Isaías é convocado a pregar a um povo resistente, duro, onde somente alguns darão ouvidos.
Ao nos depararmos, no entanto, com este escrito do século XVIII a.C., percebemos o quão fiel e zeloso é nosso Deus, ao cumprir o que prometera; muito tempo antes do próprio surgimento do Messias, Deus já vinha revelando tal feito. Enfim, cremos no Deus que promete e cumpre.
Entretanto, como profeta messiânico, Isaías aponta para um futuro onde viria o libertador e salvador. Assim, em alguns capítulos encontramos menção ao Messias, são eles:

ü  Capítulo 9: o advento e o poder do Messias;
ü  Capítulo 11: o reino do Messias é pacífico e próspero;
ü  Capítulo 32: o reino de justiça – promessa messiânica;
ü  Capítulo 32: a importância e profecia do reino de justiça, ao qual aponta diretamente para o Messias.
ü  Capítulo 35: aponta a Sua grandeza e glória;
ü  Capítulo 42: Ele é citado como o Servo do Senhor;
ü  Capítulo 49: o Servo do Senhor é a luz dos gentios;
ü  Capítulo 52 e 53: o Servo Sofredor é o Messias;
ü  Capítulo 61: a salvação é proclamada através do Messias; Cf. Lc 4:18,19 – Pregação em Nazaré.

Em suma, a revelação messiânica de Isaías influencia, e muito, em nossa visão da pessoa e missão de Jesus. Uma vez que fortalece a premissa de que Deus abre os olhos de seus eleitos e, de igual forma, endurece os corações daqueles que não o são. Por tal motivo, não poderíamos dizer que as pessoas, no tempo de Cristo, foram pegos de surpresa, desavisados, etc., uma vez que o próprio Deus já o revelara.
Notamos, assim, que os doutores as leis possuíam os escritos do profeta Isaías, por exemplo; estes meditavam nestas palavras, mas não enxergaram quando o Messias estivera frente a frente com eles. No entanto, desejavam e esperavam, e ainda desejam e esperam, um Messias de guerra, um líder, um rei – Cristo o foi, mas não no âmbito carnal e terrestre, mas no âmbito espiritual, onde Seu reino não é desse mundo.

Por conseguinte, ao nos depararmos com o AT em geral, maravilhamo-nos com as promessas feitas por nosso Deus, ao qual se cumprira na pessoa de Cristo Jesus, ao qual viera a este mundo, fora perseguido, humilhado, desprezado e, assim, Ele levou sobre Si todos os nossos pecados. O Deus encarnado, o qual pagara com sangue uma divida que era toda nossa – o pecado que nos conduziria a morte. 

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