quarta-feira, 18 de junho de 2014

Qual a importância dos dons espirituais para a vida da igreja e como cultivá-los de forma bíblica e equilibrada?



À priori, devemos entender o significado da palavra dom. a tradução desta palavra envolve um grande número de palavras hebraicas e gregas.
Como palavras hebraicas – também com o sentido de dom – ao qual aparecem nas sagradas escrituras com este significado e outros também, temos: mattan (como algo oferecido gratuitamente; obtenção de um favor; expressão religiosa de ação de graças; um dote; possessão de uma herança; ou mesmo um suborno); nisseth (como coisa elevada); maseth (como também peso; elevada); shochad (suborno; recompensa); minchad (oferta; presente).
Como palavras gregas, de igual forma como citado anteriormente, temos: dídomi (dar um presente); anáthama (como algo devotado a Deus); doma (corresponde a algum presente sagrado, ou profano); dósis (indicando os múltiplos dons de Deus, dados a todos); dorea (que indica dons ou presentes de vários tipos, sagrados ou profanos); dorema (uma palavra geral usada para dom); merismós (derive-se da ideia de dividir); cháris (palavra que também significa graça, mas que pode ter a ideia de “dom gratuito”); e por fim, charisma (palavra para indicar os dons do Espírito, as suas graças, gratuitamente conferidas, para a obra do ministério I Co 12:4,9,28,30,31).
Assim, concentremo-nos neste último significado, que é mais relevante como resposta a pergunta proposta. Além do significado já citado para a palavra grega charisma, que tem como plural a palavra charismata, podemos ressaltar a ideia de que enfoca os dons da graça de Deus (Rm 5:15,16). Contudo, percebemos que esta palavra aparece 17 vezes no NT (Rm 1:11, 6:23, 11:29, 12:6; I Co 1:7, 7:7; II Co 1:11; I Tm4:14; II Tm 1:6; I Pe 4:10). Essa palavra é usada principalmente para indicar alguma espécie de dom espiritual ou divino.  
Com isso, percebemos que I Co 12 ressalta os dons do Espírito dado aos homens, tendo em vista o ministério da igreja. Contudo, notamos que tais dons Espirituais, que são divinos, são dispensados de acordo com a vontade de Deus, visando o bem, não ao mal (Ec 2:26; Dn 2:21; Rm 12:6; I Co 7:7). Sendo estes gratuitos e abundantes (Rm 8:32), sendo dados por meio de Cristo (Sl 68:18; Ef 4;7,8; Jo 6:27). E assim, por fim, os dons Espirituais são de suma importância e necessários para o desenvolvimento da igreja.
Tais dons espirituais devem ser cultivados de forma bíblica e equilibrada. Com isso, exageros devem ser evitados e tendo a bíblia como bússola para a vida cristã. Um bom exemplo disso é que jamais a profecia que for fora do que a bíblia nos ensina deve ser levada em consideração e como verdade a mais. Como já aprendemos, a bíblia é a palavra de Deus, e não apenas contém seus ensinamentos; não há erros nas sagradas escrituras; por fim, como a própria palavra diz em Gl 1:8, onde Paulo afirma:

“Mas ainda que um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado”.

Em outras traduções aparece a palavra anátema no lugar de amaldiçoado. Assim, como não queremos receber maldição e, também, por amor e temor a Cristo, devemos seguir o que sua palavra nos ensina. E, ela nos ensina a ter temperança (Gl 5:22) em tudo quanto vamos realizar, pois este também é um dos frutos do Espírito Santo. Ela nos ensina a ter amor, gozo, longanimidade, fé, etc. Como a videira verdadeira, ao qual dá muitos frutos (Jo 15), de igual forma devemos ser nós, dando frutos, a partir dos dons Espirituais entregados a nós.
Em suma, como podemos cultivá-los de forma bíblica e equilibrada, como já citado acima, seguindo os passos do Mestre, o que nos ensina Sua vida e Sua palavra. Devemos pedir a Deus compreensão de Sua vontade e de como usar os dons Espirituais para a edificação da igreja, não somente a nossa. Não devemos agir como crianças, como meninos, mas com a maturidade espiritual (I Co 13:11). Para tal, uma vida de santificação, oração, vigilância e a busca de sabedoria divina são elementos fundamentais para cultivar os dons nos dado com equilíbrio, nada de extremismo (nem para um lado, sendo cético quanto aos dons Espirituais; nem para o outro, espiritualizando tudo e todos), mas sendo controlado e centrado,  agindo segundo a palavra de Deus e Seu Santo Espírito, mediante os ensinamentos de Cristo.









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